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| Texto publicado em 12/03/2010* - 16:48, sexta-feira. | por Redação GramadoSite | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 22 meses! |  Gramado recebe Congresso Mundial de Oncologia Pela primeira vez, a cidade de Gramado será palco de um dos mais importantes eventos da América Latina sobre os avanços na prevenção e tratamento do câncer. Autoridades, especialistas e estudiosos de vários países marcarão presença na quinta edição do ICOI – Congresso Internacional de Oncologia Clínica e Imunobiomodulação, organizado pela Sociedade de Cancerologia do Rio Grande do Sul e agendado entre 3 e 5 de maio.
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 Nos três dias, serão trocadas informações sobre novas possibilidades terapêuticas e métodos de prevenção, panoramas da evolução dos estudos e pesquisas, e, ainda, oportunidades de atualização e multiplicação de conhecimentos sobre o tema, que vão do diagnóstico precoce e quimioprevenção, ao mais recentes avanços no tratamento da doença - e métodos de predição da sensibilidade de tumores a determinados fármacos, antes de sua utilização.
O assunto toma uma dimensão cada vez maior dentro e fora dos hospitais em território nacional. Hoje, sabe-se que o câncer já é a segunda maior causa de morte no País. De cada três brasileiros, um desenvolverá a doença ao longo da vida. E os mecanismos de prevenção, infelizmente, estão longe de ser considerados satisfatórios, como explica o Diretor Médico do Banco Nacional de Tumores e DNA do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Prof. Dr. José Cláudio Casali da Rocha, que preside o V ICOI. “As medidas preventivas são conhecidas, porém adotadas de forma ineficiente”, afirma. Segundo ele, o diagnóstico em estado avançado ocorre em mais de 70% dos casos, quando pouco pode ser feito para reverter o quadro. “Há um acesso insuficiente e deficiente do público tanto para identificar o câncer quanto para tratá-lo. As disparidades regionais são enormes”.
Porém, para os pacientes diagnosticados com câncer, há uma série de descobertas científicas animadoras que começam a ser colocadas em prática cada vez com mais frequência, inclusive na rede pública de saúde. Avanços da biologia e genética molecular do câncer, bem como o desenvolvimento de novas técnicas e modalidades terapêuticas – como medicamentos com alvos biomoleculares específicos, vacinas de células híbridas, novos marcadores moleculares de predição de resposta a medicamentos, resultados de novos estudos clínicos de fase 3, imunoterapias com anticorpos monoclonais, novas técnicas de detecção precoce, diagnóstico e seguimento, entre outros – trazem esperança para quem sofre da doença.
“A grande tendência é individualizar o tratamento. Se para alguns um fármaco "A" funciona, para outros, ele possui uma alta toxidade e pouca eficácia. Estamos focando toda nossa atenção na investigação desses medicamentos para cada caso e as melhores alternativas para os pacientes”, afirma Casali.
Eventos paralelos
Assim como as edições anteriores, a ideia é que o V ICOI atinja, simultaneamente, públicos distintos, mas interrelacionados. Por isso, haverá programações destinadas tanto a oncologistas clínicos e radioterapeutas, como para biomédicos, oncogeneticistas e médicos especializados em pesquisa clínica e em desenvolvimento de novas drogas, por meio de mesas redondas e palestras com um enfoque translacional.
No total, serão realizados três eventos paralelos: no dia 3 de maio, acontece o Curso de Genética Molecular do Câncer e Carcinogênese, que trará novidades para os oncologistas e médicos residentes de genética clínica e oncologia. No mesmo dia, ocorre o II Forum de Cidadania na Cancerologia, que dará seguimento à primeira edição, em 2000, quando se discutiu a situação do atendimento do paciente com câncer na rede do SUS com autoridades do Ministério da Saúde, Ministério Público e OCIPs, além de grupos de defesa do direito aos pacientes de câncer de todo País. “O objetivo é levar propostas concretas e sugestões aos gestores municipais, estaduais e autoridades federais, para a criação de um protocolo diferenciado de triagem (diagnóstico precoce) e imediato acesso ao tratamento para o paciente diagnosticado com câncer nos hospitais conveniados à rede SUS, além de discutir a possibilidade de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de campanhas de educação do público quanto à prevenção e o diagnóstico precoce dos tipos de câncer que mais acometem a população: mama, colo de útero, próstata, pulmão, gastrointestinal”, afirma o presidente do V ICOI, Dr. Casali da Rocha.
No dia 5 de maio, está agendado o I Encontro Latinoamericano de Pesquisa Clínica, com participação de representantes da ANVISA, CONEP, DECIT, ABMF, ASCO, FDA, SLACOM e FLASCA e que avaliará os desafios para a inclusão de centros de pesquisa clínica e pacientes da América Latina nos Estudos Clínicos Internacionais Multicêntricos e formará um Conselho Latinoamericano de Pesquisa Clínica.
O V ICOI recebeu endosso da American Society of Clinical Oncology (ASCO), pela excelente qualidade de seu conteúdo científico e conta também com os apoios institucionais do INCA, SBOC, AAOC, SLACOM e FLASCA. |  | |
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