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Bispo na procissão: “Homem do século XXI clama por sinais”
Texto publicado em 22/03/2008* - 22:49, sábado. por Redação GramadoSite
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Bispo na procissão: “Homem do século XXI clama por sinais”
Clique na foto para ampliarNo final da procissão, fiéis receberam a bênção em frente à Igreja Matriz

A Procissão dos Passos reuniu centenas de fiéis na noite de Sexta-feira Santa, 21, caminhando pela avenidas das Hortênsias e Borges de Medeiros rumo à Igreja Matriz. O bispo diocesano, Dom Zeno Hastenteufel, guiou a procissão e deu sua bênção no final.

Dom Zeno recordou o histórico da Procissão dos Passos, que foi inspirada numa tradição européia medieval – os monges saíam pelas ruas com o Senhor Morto, vestindo suas túnicas, representando suas congregações. “Aqui não estavam monges, mas fiéis leigos da comunidade e eles conseguiram transmitir o verdadeiro sentido da Sexta-feira Santa”, disse o bispo, antes de dar a bênção final, junto aos demais sacerdotes presentes – padre Luis Pedro Wagner, pároco de Gramado, e padre José Monteiro, vigário paroquial.

Homem do século XXI clama por sinais
“Não queremos olhar para o passado, para 2 mil anos atrás, mas para frente”, declarou Dom Zeno. “O homem do terceiro milênio clama por sinais que traduzam fé, esperança e caridade”, disse. “O povo que hoje caminhou, acima de tudo, é um povo de fé. A alegria da ressurreição de Cristo tocou o coração do povo de Gramado e seus inúmeros turistas nesta noite”.

Nos passos de uma promessa
Teresinha Hermann ilustra bem o que o bispo diocesano sobre a fé do povo que caminhou na Procissão dos Passos. Aos 64 anos de idade, ela fez o percurso de pés descalços. “Fiz uma promessa pela cura do meu marido, que estava doente no hospital”, contou à GramadoSite.com. “Mesmo que não tenha alcançado a graça da cura, resolvi fazer o que prometi mesmo assim, como homenagem a ele, que me acompanhou durante tantos anos nesta procissão”.

Dando os primeiros passos
A presença das crianças também foi marcante na Procissão dos Passos. A maioria delas esteve na última irmandade, representando a alegria da Páscoa, pela ressurreição de Jesus. A pequena Sthéfany Santos Gabriel, de 4 anos de idade, andou ao lado da mãe Edinei carregando sua lamparina. “É a primeira vez que participamos, motivadas pela religiosidade”, diz a mãe da menina.

A muitos passos daqui
Além da comunidade local, muitos turistas se envolvem na procissão. Teresinha Linhares é uma delas. Ela veio de Fortaleza/CE para passar o feriado em Gramado e acabou indo buscar uma veste para participar da atividade. “Sou católica e a liturgia da Páscoa é muito importante para mim”, disse ela à GramadoSite.com. “É a primeira vez que participo aqui em Gramado e nunca vi uma procissão como essa no Brasil”.

Ditando o ritmo da caminhada
Marcada por um tom fúnebre, a Procissão dos Passos reuniu bandas marciais de quatro escolas gramadenses: Senador Salgado Filho, Santos Dumont, Vicente Casagrande e Mosés Bezzi. De acordo com o maestro Heitor Knorst, eram 70 instrumentistas na percussão, tocando bumbo, surdo, prato e caixas. “O ritmo é um pouco diferente dos anos anteriores, ainda mais lento, mais fúnebre”, disse à GramadoSite.com. De acordo com Heitor, a escolha do ritmo foi feita em parceria com as comunidades e um ensaio geral foi suficiente para sincronizar os músicos das quatro bandas marciais.

Clérigos conduziram as irmandades
Os clérigos saíram à frente da Procissão dos Passos. Dom Zeno, padre Luis Pedro, padre Monteiro, diácono Valderi e acólitos abriram caminharam na frente das irmandades. Logo atrás, a primeira delas recitava o rosário enquanto caminhava, introduzindo o clima de reflexão. “É bonito ver o envolvimento da comunidade e o cuidado com o preparo desta procissão”, disse Dom Zeno à GramadoSite.com antes de a procissão começar. Pela primeira vez em Gramado na Sexta-feira Santa, o bispo diocesano disse que achou a programação fantástica. Conheça as irmandades que tomaram conta das ruas centrais de Gramado.

Nova Borges pode solucionar contratempos com o trânsito
Um dos contratempos da Procissão dos Passos é que ela interrompe o fluxo de veículos na Avenida das Hortênsias, no acesso a Canela. “Provoca atrasos, há empresas rodoviárias que têm contrato com o Daer para determinados horários de linha e não podemos influenciar nisso”, comentou a tenente Ana com a GramadoSite.com. Uma possibilidade apresentada pela Brigada Militar para as próximas edições é que a procissão saia do Corpo de Bombeiros e siga pela Nova Borges a caminho da Igreja Matriz São Pedro. “Isso amenizaria bastante os problemas com o trânsito, embora tenha sido tranqüilo coordenar o tráfego este ano”, avalia.

Veja toda a programação do evento
   
  

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