 Fotografias como esta, feita em junho, farão parte da história da Borges de Medeiros, que está na fase final da revitalização |  |
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1954
“E agora, qual a primeira coisa a se fazer?”. Essa foi a pergunta do primeiro prefeito municipal de Gramado, Walter Bertolucci, a um dos membros do grupo que defendera a emancipação do 5° distrito de Taquara, nos anos 50. Alcides Arend, cuja família foi uma das pioneiras no comércio de produtos coloniais na localidade, prontamente respondeu: “A primeira coisa que se deve fazer é incentivar o turismo!”. O relato que consta no vídeo elaborado para as comemorações dos 50 anos de Gramado, em 2004, deixa claro que a cidade estava destinada a se tornar referência em turismo já na sua concepção enquanto município. O passado e o presente de Gramado mostram que deu certo, e é por isso que a cidade não pára de inovar, afinal é preciso pensar também no futuro. A revitalização da Borges de Medeiros pode até ter tirado a paciência de alguns durante a execução, mas toda obra tem seus percalços, e o resultado desta promete fazer com que tenha valido a pena.
2007
“No surgimento da cidade de Gramado, tudo se deu no entorno da avenida. Depois de mais de 50 anos, queremos que ela se transforme em um novo marco do desenvolvimento social, econômico e, principalmente, turístico do município, fomentando novas iniciativas, seja do poder público ou da iniciativa privada”, descreve o secretário de Planejamento e Urbanismo de Gramado, Vonei Benetti, cuja secretaria desenvolveu o projeto de revitalização da Avenida Borges de Medeiros. Segundo Benetti, a obra apresenta diversos tipos de complexidade, desde o conhecimento técnico das diversas redes que passam pelo subsolo, até a compra dos materiais específicos para as redes subterrâneas, e o solo rochoso, com detonações rentes às vitrines das lojas. O primeiro trecho em obras vai da Rua João Petry até a Rua Senador Salgado Filho, representando 650m de um total de 1,1km. É praticamente 50% do trecho total da obra. Em seguida será feito o trecho entre a João Petry e a Emílio Sorgetz, onde fica a Praça das Comunicações.
Prazos
Em julho, pelo menos as obras de infra-estrutura - que são as que mais causam transtorno – devem estar concluídas, de acordo com o secretário Vonei Benetti. Com isso, ficariam pendentes apenas ligações e acabamentos, que não prejudicam o passeio. A intenção é que tudo esteja pronto para o Festival de Cinema, pelo menos no primeiro trecho. “O cronograma foi um pouco atrasado devido à paralisação da obra entre novembro de 2006 e fevereiro de 2007, para a realização do Natal Luz”, informa Benetti. Reformulações administrativas na RGE também prejudicaram o cumprimento dos prazos. “A RGE tem uma participação fundamental na obra, visto que a rede elétrica passa a ser subterrânea e, devido às mudanças internas na companhia, a adequação das redes começou somente em maio”, afirma. “Embora tenha tido algum contratempo, o resultado final da
Nova Borges será muito positivo para cidade. A comunidade está de parabéns porque soube reconhecer essas dificuldades”, diz Benetti.
Valores
O custo total da revitalização da Borges está estimado em R$ 6,5 milhões. Esta primeira etapa concentra 70% dos recursos, devido a sua complexidade. Os recursos vieram do Ministério do Turismo, iniciativa privada, comunidade e Adminitração Municipal. Praticamente toda a mão-de-obra é da cidade, assim como o fornecimento dos materiais básicos, valorizando as empresas daqui e os impostos que revertem para o município.