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. Posto Bezzi

O importante é você

No mês de outubro, BEZZI & CIA. LTDA. Completa 35 anos de existência. A empresa foi fundada por Ivo Bezzi que há 57 anos se dedica à comercialização de combustíveis. Estas três décadas e meia são marcadas pôr conquistas- lavagem automática, pôr exemplo - e por momentos de dificuldade, como o incêndio que destruiu parte das instalações da empresa em maio deste ano. Apesar disso, BEZZI & CIA.LTDA. aposta e tem muitos planos para os próximos anos.

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A EMPRESA 

A história do POSTO BEZZI inicia quando Ivo Bezzi decidiu trabalhar no setor de oficina e posto de gasolina em 1939. Junto com seus irmãos Ilso, Ilto e Irio Bezzi. Passou pelas empresas BEZZI & BENETTI,BEZZI & RECK e Irmãos BEZZI LTDA,esta última fundada em 1944. Participou também da empresa Miguel Bezzi. Cabe destacar que o terreno onde se inicio a empresa em 1960 foi doado por seu pai.Luiz Bezzi, e somente desta forma o posto conseguiu estabelecer-se. Em 1960 os quatro irmãos se separaram, dois foram para o setor de combustíveis ( Ivo e Ilso ) e os outros para o setor farmacêutico ( Ilto e Irio ). Ivo Bezzi lembra das dificuldades que ele e Ilso enfrentaram nos primeiros anos de atividades da empresa. Éramos apenas de dois para lavar carros, montar pneus e atender a bomba de gasolina, lembra ele.Com o passar dos anos a empresa cresceu e foi contratado novos funcionários, chegando hoje a ser esta grande empresa gramadense.

COMBUSTÍVEIS

Ivo lembra que nos primeiros tempos do seu trabalho neste ramo, nas décadas de 40 e 50, a gasolina vinha à Gramado em latas e depois em tonéis, através do trem e mais tarde é que vieram as bombas manuais.Em 1960, quando iniciou a BEZZI & CIA LTDA, já funcionava as bombas a eletricidade.

IPIRANGA 
Outra importante participação foi da Ipiranga, com quem trabalham desde o início. Segundo Ivo, "a opção pêlos produtos e serviços Ipiranga deu-se basicamente por duas amizades que mantinham com o inspetor Hermes Dipp e com o diretor da Ipiranga na época, Carlos Fagundes de Mello".


CRESCIMENTO 
O crescimento da empresa que iniciou em 1960 com 40 metros quadrados, passou para 300 metros quadrados em 1974 e hoje, se não houvesse o sinistro, teria 1.200 metros quadrados de área coberta.

EMPRESA SEMPRE INVESTIU EM TECNOLOGIA

Muitas conquistas foram alcançadas antes de ser atingida por um violento incêndio em 8 de maio passado . Com 35 anos de bons serviços à Gramado e Região das Hortências, BEZZI & CIA LTDA, evoluiu permanentemente buscando novas tecnologias e procurando oferecer, melhores serviços à população local e ao público visitante. Adquiriu em 1985 um sistema de lavagem a quente da kärcher, facilitando desta forma o trabalho da equipe .O pionerismo da empresa estendeu-se também à área de filtragem, com a compra e instalação de um sistema Diesel Limpo . Foi adquirida em 1987 a máquina automática de lavagemde carros.Mas a evolução não parou ai.Com toda esta tecnologia à sua disaposição e ciente da responsabilidade de prestar bons serviços ao seu clientes locais e público visitante, a BEZZI & CIA LTDA, adquiriu um gerador de luz próprio em 1989, assegurando desta forma um atendimento permanente sem prejuízos de continuidade. Agora tendo que iniciar tudo novamente a firma fará todo esforço para readquirir, recuperar e dar à comunidade gramadense todo um trabalho ainda muito maior melhor, mostrando que os obstáculos tem que ser vencidos com tenacidade e muita luta, sem olhar para trás.

escreva-me!meu e-mail: postobezzi@gramadosite.com.br   


 

SERVIÇOS QUE O POSTO BEZZI PRESTA 

- Abastecimento de álcool, gasolina e óleo diesel; 
- Troca de óleo e comércio de lubrificantes; 
- Posto de Lavagem; 
- Borracharia.

PRÊMIOS CONFIRMAM LIDERANÇA DO POSTO BEZZI

Dois prêmios recebidos por POSTO BEZZI este ano, confirmam a liderança da empresa no segmento de comércio de combustíveis. Em maio, a então Associação Comercial e Industrial de Gramado ( hoje Câmara de Indústria e Comércio ) Concedeu ao POSTO BEZZI o troféu Mérito Lojista, como destaque no setor de revenda de combustíveis. No mês de agosto, POSTO BEZZI, recebeu mais um troféu que lhe orgulha: Top de Marcas, como a empresa mais lembrada em 1995 no ramo de comércio de combustíveis. Esta pesquisa foi feita pela empresa Líder e ouviu a comunidade gramadense sobre as marcas que o consumidor tem na cabeça.

escreva-me!meu e-mail: postobezzi@gramadosite.com.br     

Para explicar melhor os acontecimentos relacionados a este incêndio, mostraremos várias reportagens de diferentes jornais e revistas, devendo então haver uma  certa repetição nas matérias. 


Todas as informações contidas nesta página são de inteira responsabilidade dos proprietários da empresa.   

INCÊNDIO DESTRÓI POSTO 
Pioneiro 10/05/95 

Um incêndio de grandes proporções, iniciado por volta das 22h30min do dia 08/05/1995, Destruiu completamente as instalações de um posto de gasolina localizado na RS-235, Proximidades da estrada de Gramado. A dificuldade de acesso ao segundo pavimento do prédio, onde iniciou o fogo, e a grande quantidade de produtos inflamáveis, dificultaram o trabalho de combate as chamas. As bombas de gasolina e os reservatórios com milhares de litros de litros de combustíveis não foram atingidos devido a ação rápida dos bombeiros que isolaram o local. Durante a operação, um bombeiro sofreu ferimentos leves. 

Testemunhas disseram que o incêndio começou no segundo pavimento do prédio, no local onde funcionava o escritório do posto Bezzi. Em pouco tempo, as chamas atingiram a borracharia, o deposito de óleo e a rampa de lavagem. O proprietário do posto, Luiz Emílio Bezzi, acredita que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito. 

O sargento Nei Gomes, do corpo de bombeiros de Gramado, que comandou a operação, prefere esperar o resultado da perícia técnica para saber as causas do incidente. No total, oito guarnições e 18 soldados dos corpos de bombeiros de Gramado, Canela e Nova Petropolis trabalharam para controlar o incêndio. A ação iniciou as 22h50min e se estendeu ate a 1h de ontem. A existência de material inflamável, como pneu e latas de óleo, dificultaram a ação. 

Até o inicio da tarde de ontem, Luiz Bezzi não havia calculado os prejuízos sofridos no incêndio. 



EM DUAS HORAS, FOGO DESTRUIU POSTO BEZZI 
Jornal de Gramado, 12/05/95  

Um curto circuíto é a causa mais provável do incêndio que destruiu o Posto Bezzi na noite de Segunda-feira. O incêndio iniciou às 22h40min e foi completamente controlado às 00h30min de terça-feira. Apesar do grande perigo, os bombeiros de Gramado, Canela e Nova Petrópolis levaram somente duas horas para controlar o fogo. Para que isso fosse possível, foi fundamental a ação rápida dos bombeiros gramadenses no combate inicial ao fogo. 
O fogo começou no escritório localizado no primeiro pavimento e estendeu-se para a recepção na parte inferior. Ali estavam depositadas dezenas de latas de óleos lubrificantes. Num segundo momento atingiu um pequeno depósito onde estavam armazenados dezenas de litros de refrigerantes da Coca-Cola. 

CHEVETTE QUEIMOU 

Apesar da rapidez dos bombeiros, eles não conseguiram impedir que o fogo se alastrasse e atingisse ainda o setor de lavagem, a borracharia e um outro depósito onde haviam dezenas de pneus, caixas de óleo lubrificante e querosene. No interior da borracharia estava um Chevette de propriedade do borracheiro. O veículo ficou completamente destruído. 

Também foi destruído pelo fogo um gerador que garantia o abastecimento de combustível nos momentos em que faltava energia elétrica no posto. 

O setor onde estão localizadas as bombas de abastecimento de combustível não foi atingido pelo fogo. Os tanques estavam com mais da metade de sua capacidade preenchidas. Tinham 45 mil litros em seis tanques com capacidade total de 75 mil litros. 

COMBATE 

No combate ao fogo, os bombeiros da Brigada Militar de Gramado e dos Corpos de Bombeiros Voluntários de Canela e Nova Petrópolis, utilizaram sete caminhões, além do carro pipa da Prefeitura. No total, atuaram 18 soldados e dezenas de populares que solidarizaram com o drama vivido pela família Bezzi. 

PREJUÍZO É INCALCULÁVEL 

"Eu perdi, mas Gramado vai ganhar". Ainda abalado pelo sinistro que destruiu o posto de propriedade da família, Luiz Emílio Bezzi fez esta afirmação analisando o futuro da empresa. 

Ele ainda não calculou os prejuízos ocasionados pelo incêndio mas já projeta melhorias no estabelecimento que em 1995 completa 35 anos de existência. O posto estava coberto por seguro. Por isso, os funcionários trabalham desde terça-feira no levantamento dos prejuízos. 

Ainda neste final de semana - hoje ou mais tardar amanhã - o posto deve reiniciar a venda de combustíveis. 

Luiz Emílio se disse sensibilizado com os gramadenses que ajudaram no combate ao fogo e têm prestado solidariedade à família Bezzi. "Agora só posso dizer "Obrigado Gramado", finalizou Luiz Emílio. 
 

escreva-me!meu e-mail: postobezzi@gramadosite.com.br   


RISCO DE TRAGÉDIA NÃO EXISTIU, POIS BOMBAS 
TÊM DISPOSITIVO DE SEGURANÇA 

Apesar do medo dos curiosos e dos moradores das imediações, não existiu o risco de uma tragédia no incêndio que destruiu o Posto Bezzi na última Segunda-feira. Os seis tanques que armazenavam 45 mil litros de combustível são dotados de uma válvula anti-chamas, que impossibilita qualquer explosão. 

A posição do vento amenizou o pânico pois ele direcionava as chamas para a parte oposta das bombas de combustível. Mesmo sabendo do dispositivo de segurança existente nos tanques, os bombeiros abafaram com panos úmidos as válvulas. 



POSTO BEZZI PODE FECHAR AS PORTAS 
Jornal de Gramado – 09/06/95 

Se não for regularizado o abastecimento de combustível nos próximos dias, o Posto Bezzi, com 35 anos de atividade em Gramado, poderá fechar as portas na próxima semana. A ameaça é de Luiz Emílio Bezzi, diretor do posto. Após os inúmeros problemas que enfrentou nos últimos dias, pois estão sem gasolina desde sábado, ontem terminou o óleo diesel e hoje deve secar o estoque de álcool. "Sem combustível não há porque manter o posto funcionando", lamenta Luiz. 

UM MÊS DO INCÊNDIO 
Por ironia, esta drástica possibilidade passou a ser admitida desde ontem, quando se completaram 30 dias do incêndio que o posto sofreu, com a destruição quase que total da sua área construída, Bezzi lamenta que a Distribuidora de Petróleo Ipiranga, com quem o posto mantém o vinculo de bandeira nestes seus 35 anos de atividade, não esteja sendo sensível aos problemas enfrentados, especialmente financeiros, já que a empresa não recebeu ainda o dinheiro do seguro. 

Luiz Emílio acredita firmemente que se trata com certeza de uma retaliação para com o seu posto, pois ainda ontem pela manha um caminhão passou por lá para perguntar onde ficava outro posto Ipiranga da cidade, para lá abastecer. Se não receber combustível ate este final de semana, o Posto bezzi poderá fechar de forma definitiva, para estudar se reabre depois com outra bandeira, ou ate estuda a possibilidade de trocar de ramo. 

O JG tentou ouvir ontem a direção da Distribuidora Ipiranga, mas apesar de varias ligações não conseguiu retorno.

escreva-me!meu e-mail: postobezzi@gramadosite.com.br   


  
 

CORRETORA LESOU SEGURADOS DA REGIÃO 
Jornal de Nova Petrópolis, 08/09/95 

Uma corretora de Gramado, A RIO SEGUROS CONSULTORIA E CORRETORA DE SEGUROS, lesou vários comerciantes e particulares em toda a Região das Hortênsias. 

Ela representava na região a Marítima Corretora de Seguros com sede em São Paulo. A firma Bezzi & Cia. Ltda., de Gramado, através do escritório de advocacia de Sérgio Haas, entrou com uma representação criminal na Delegacia de Polícia daquela cidade. Na representação são citados os responsáveis pela corretora: Alberi Luiz Dalateia e Paulo Roberto Dias Ramalho. Ao tentar receber uma apólice de seguro contra incêndio, raio e explosão, os proprietários do Posto Bezzi, localizado na Av. das Hortênsias, em Gramado, que havia incendiado no dia 08 de maio, descobriram que haviam sido lesados pelos proprietários da corretora. Segundo a representação, Alberi e Paulo Roberto, deverão responder processo pelos crimes de estelionato e apropriação indébita, artigos 171 e 168 respectivamente, do Código Penal. Delegacia de Gramado já recebeu a representação. 



BEZZI & CIA. X RIOSEG 
Jornal de Gramado 07/09/95 

Representação Criminal 

BEZZI & CIA LTDA., e IVO BEZZI, a primeira com sede nesta cidade à Avenida das Hortênsias, 1038 e o segundo também domiciliado e residente nesta cidade, por seu procurador e por seu sócio gerente no fim assinados, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Senhoria oferecer a presente representação criminal, contra: 

ALBERI LUIZ DALATÉIA, brasileiro, casado, corretor, portador da C.I. no 9003285781, domiciliado e residente à rua Emílio Sorgetz, 303 apto 303, nesta cidade de Gramado; 

PAULO ROBERTO DIAS RAMALHO, brasileiro, casado, corretor de seguros, maior de idade, portador da C.I. no 4013945292, CPF no 31565920, domiciliado e residente à Av. Guaiba 2436, bairro Ipanema, na cidade de Porto Alegre; 
 

Pela prática dos seguintes atos delituosos: 

  1. O ora primeiro requerido age, nesta cidade, como intermediário de contratos de seguro, nos quais figura como corretora a empresa RIO SEGUROS CONSULTORIA E CORRETORA DE SEGUROS LTDA – ME, COM SEDE À RUA Ernesto da Fontoura, no1226, na cidade de Porto Alegre, embora em seu contrato social conste como seu endereço a rua Riachuelo, 1098, conj. 202, também naquela capital. A empresa é dirigida pelo ora segundo requerido, detentor que é de 99% de seu capital social.

      

  1. Nestas condições, foram encaminhadas três propostas de contratos de seguro, sendo: a) duas relativas a dois automóveis de propriedade do requerente varão contra riscos de casco e responsabilidade civil e, b) uma relativa a seguro contra incêndio, raio e explosão, do prédio de propriedade da ora requerente, localizado à Av. da Hortênsias, 1038 nesta cidade, esta no valor de este ultimo no valor de R$480.000,00 (quatrocentos e oitenta mil reais).
  2.   

  3. Já integrado o "iter criminis" e com a nítida deliberação de se apoderar dos recursos dos requerentes, o ora segundo requerido, contrato com a conivência do primeiro, consignou nas propostas, como local de cobrança, não o endereço dos clientes, mas o da empresa corretora. Assim, emitidas as apólices, a seguradora encaminhou a cobrança bancária, não a cidade de Gramado, mas ao local onde funciona a empresa RIO SEGUROS CONSULTORIA E CORRETORA DE SEGUROS LTDA., na cidade de Porto Alegre.
  4.   

  5. Contra os requerentes a citada empresa emitiu carnes de cobrança, um para cada apólice, nos seguintes valores:
  6.  De IVO BEZZI foram cobrados os seguintes valores: 

     

    Apólice 14367 (doc.3) 
    À vista  
    10.02.95 
    12.03.95 
    12.04.95
    . 
    R$279,42 
    R$260,54 
    R$260,54 
    R$260,54 ....TOTAL R$ 1.061,04

     

    Apólice 14368 (doc.3) 
    À vista  
    12.02.95 
    12.03.95 
    12.04.95
    .
    R$263,64 
    R$244,76 
    R$244,76 
    R$244,76.....TOTAL R$997,92

    Da ora representante Bezzi & Cia Ltda., foram cobrados os seguintes valores:

 

apólice 19037 (doc.4): 
À vista  
02.01.95 
01.02.95 
01.03.95
. 
R$200,98 
R$207,13 
R$211,76 
R$215,94.....TOTAL R$835,81

 

  • Os pagamentos das parcelas "à vista" foram efetuados pessoalmente ao ora primeiro requerido através de cheques no 000017 contra a agencia local da Caixa Econômica Federal, no valor de R$279,42 (duzentos e setenta e nove reais e quarenta e dois centavos), no 719059 contra a agencio local do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A, no valor de R$263,14(duzentos e sessenta e três reais e quatorze centavos), ambos em 16 de janeiro de 1995, de emissão do requerente Ivo Bezzi e cheque no 591140, no valor de R$200,98 (duzentos reais e noventa e oito centavos), em 01 de dezembro de 1995 de emissão da ora requerente, sendo que todos eles acabaram depositados em sua conta-corrente junto à agencia local do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/ª, conforme comprovam os inclusos documentos.
  • Os demais pagamentos foram feitos, rigorosamente nas datas fixadas, conforme comprovam os inclusos comprovantes bancários.

  

  1. Sucede que, os contratos de seguro relativos aos veiculo, pelos quais pagou o ora primeiro requerente, respectivamente, R$1.061,04 e R$835,81, num total de R$1.896,85 (hum mil oitocentos e noventa e seis reais e oitenta e cinco centavos), na realidade, tiveram seus prêmios líquidos estipulados pela seguradora em R%157,70 e R$148,94, num total de R$306,64 (trezentos e seis reais e sessenta e quatro centavos), resultando num superfaturamento na ordem de R$1590,21 (hum mil quinhentos e noventa reais e vinte um centavos). Ou seja, os requeridos, ao invés de receberem uma comissão na ordem de R$73,99(setenta e três reais e noventa e nove centavos), conforme calculo da própria seguradora, induzindo em erro seu cliente, dela usurparam a importância já mencionada de dR$1.590,21 (hum mil quinhentos e noventa reais e vinte um centavos).
  2. Essa diferença conseguiam ludibriando o segurado, eis que, reduziam os valores do contrato de seguro passado à segurador. E, para que não fossem descobertos, entregavam ao cliente não a apólice por inteiro, mas somente o anexo das "condições gerais" e uma tarjeta da corretora na qual inseriam os valores que deveriam estar segurados (docs. em anexo). 

      

  3. Em relação ao contrato de seguro da ora requerente não houve o superfaturamento. Entretanto, a pratica de não encaminhar a apólice, nesse caso, teve como desiderato esconder o fato de que o prêmio por eles cobrados em quatro parcelas fora parcelado em 7 (sete) vezes. 
  4.   

  5. Sucede que, a 8 de maio p.p., o prédio de propriedade da requerente e objeto daquele contrato de seguro já referido, foi destruído por incêndio, restando somente o telhado que da cobertura às bombas de combustíveis (doc. Em anexo).
  6.   

  7. Dando continuidade a farsa e, com manifesto intuito de acoberta-la, fizeram os requeridos comparecer ao local representantes da empresa Garcia Sinistros que por "laudo" totalizou os prejuízos em R$24.800,00 (vinte e quatro mil e oitocentos reais) (doc. Em anexo). De posse desse "laudo" os requeridos protocolaram-no na seguradora. Tudo para dar a impressão de que, efetivamente, tratava-se de processo de indenização.
  8.   

  9. Inconformada com o valor apontado, manteve a ora requerente, na pessoa de seu sócio Luiz Emílio Bezzi, contatos com a seguradora, quando lhe foi informado que o contrato do seguro fora cancelado por falta de pagamento, já em 28 de abril p.p. e que disso fora cientificada a corretora. Alias, o mesmo aconteceu com os dois contratos relativos aos veículos. Do contrato de seguro contra riscos de incêndio, o os requeridos pagaram somente a primeira parcela no valor de R$104,86 (cento e quatro reais e oitenta e seis centavos), e , pelos demais, pagaram duas parcelas cada um, no valor total de R$153,88 (cento e cinqüenta e três reais e oitenta e oito centavos), embolsando a diferença de R$2.636,03 (dois mil seiscentos e trinta e seis reais e três centavos) e, o que é pior, deixando os requerentes sem qualquer tipo de cobertura.
  10.   

  11. Vendo descoberto seu comportamento criminoso, prosseguiram os ora requeridos tentando acoberta-lo. Nos contatos pessoais mantidos, primeiramente insinuaram que o objeto do seguro contra incêndio, resumia-se "às rampas de lavagem"(que são de concreto) e "à cobertura das bombas de combustíveis" (que são de zinco) e que, por isso, os valores indenizatorios seriam aqueles. Quanto aos contratos de seguro dos veículos, alegaram que a diferença de prêmio diz respeito à clausula de inexistência de franquia que, como se sabe, é aquele valor não coberto pelo contrato de seguro.
  12.   

  13. À ponderação de que, frente ao informado pela seguradora, esta nada indenizaria, responderam os requeridos que "a construtora integrante de seu grupo econômico" se encarregaria da construção. "ora, os dados colhidos junto à órgão privado de informações dão conta da vida pregressa da empresa corretora da qual se valem os ora requeridos pela pratica desse atos criminoso. Nada menos do que 50 títulos protestados, dois pedidos de falência e seis ações de execução, alem de cheques sem fundo (doc. Em anexo), a demonstrar a absoluta falta de rigidez financeira daquela empresa e, inclusive do ora segundo requerido, seu verdadeiro proprietário (doc. em anexo).
  14.   

  15. Vendo-se descobertos e que suas tentativas finais foram em vão e ainda, que já circulava pela cidade rumores das irregularidades e crimes narrados nesta petição, ainda num esforço de continuarem não pratica criminosa, os requeridos fizeram veicular na imprensa local, como matéria paga que alguns de seus "segurados" haviam sido indenizados e estavam satisfeitos (doc. em anexo). A outros "clientes" entregava novas apólices, alegando que em relação as anteriores "havia dado problema".
  16.   

  17. A dinâmica dos requeridos, embora sinuosa, tornou-se clara: O primeiro deles angaria propostas de seguro oferecendo, como se de seguradora se tratasse, planos de cobertura sem franquia, o que inexiste no mercado. Aceita a proposta, preenchida e assinada pelo segundo requerido, com cobertura de riscos outros que propiciem prêmios reduzidos, Contra o "segurado" (??) é emitido um "carne" de cobrança pelos valores da proposta (não do contrato de seguro). À seguradora é efetuado um ou, no máximo, dois pagamentos parciais do prêmio (já em valor menor) e, depois, deixam cancelar a apólice por falta de pagamento. Se ocorre um sinistro cujo dano [e de pequena monta, os próprios ora requeridos bancam a indenização, para poder manter a farsa. Todavia, quando os danos são maiores, como ocorreu com a ora representante, tentam diminuir os prejuízos apurados. 
  18. Mais do que recomendável, portanto, que seja requisitada da citada seguradora, a relação das proposta a ela enviadas pela firma de propriedade do segundo requerido e que tenham sido os contratos cancelados por falta de pagamento do prêmio. Só então Ter-se-á a extensão dos prejuízos materiais provocados pela dupla e, ainda assim restritos a uma só seguradora. Talvez, com a noticia do encaminhamento da presente representação, novos casos apareçam. 

      

  19. À caracterização desse comportamento criminoso, é certo, nada importa a extensão dos prejuízos decorrentes do incêndio, até mesmo, seu ressarcimento. É até irrelevante – a não ser à dosimetria da pena – sejam eles cobertos ou não. O ardil e a fraude, alem pretensão do desenvolvimento de atividades reservadas pela lei às sociedades seguradoras, estão mais do que evidenciados:
  20. a) a apropriação dos valores recebidos dos ora requerentes sem repasse à seguradora, ensejando o cancelamento dos contratos; 

    b) a majoração dos prêmios relativamente aos contratos de seguro dos veiculo; 

      

  21. O artigo 15 da lei no 4.594, de 29 de dezembro de 1964 – reguladora da profissão de corretor de seguro, determina: 

  

"Art.15 – O corretor devera recolher incontinente à Caixa da Seguradora o prêmio que porventura tenha recebido do segurado para pagamento de realizado por seu intermédio."

Até ai tem-se ato violador de obrigação profissional que  deverá ser analisado pelo órgão administrativo controlador da atividade do corretor de seguro.  

No campo penal, "data máxima vênia", caracterizado estão os crimes de estelionato previsto pelo "caput" do artigo 171 e apropriação indébita descrito pelo artigo 168 1o inciso III, terceira hipótese, ambos do Código penal brasileiro. 

  

Pelo exposto, requerem que Vossa Senhoria se digne a receber a presente representação e: 

  1.  Requisitar da Marítima Companhia de Seguros Gerais, com sede matriz à rua Coronel Xavier de Toledo, n 114, na cidade de São Paulo, SP., telefone 011 214 1444;

    a) cópias das apólices de seguro de automóvel emitidas em favor do ora representante Ivo Bezzi, a partir de dezembro de 1994, informando, ainda, o valor do prêmio total, das coberturas e seus respectivos limites e, ainda, dos pagamentos efetuados e da causa de cancelamento; 

    b) copias das apólices de seguro contra riscos de incêndio, raio e explosão emitida em favor da ora representante Bezzi & cia Ltda., a partir de dezembro de 1994, informando, ainda, o valor do prêmio total, das coberturas e seus respectivos limites e, ainda, dos pagamentos efetuados e da causa de cancelamento; 

    c) relação das apólices de seguro emitidas a clientes agenciados pela corretora de propriedade do ora segundo requerido e que tenham sido canceladas por falta de pagamento; 

      
    Ouvir as testemunhas que serão oportunamente indicadas pelos ora representantes e, adotar as medidas que forem julgadas de interesse à apuração da responsabilidade penal dos ora requeridos. 
     


ADVOGADO DENUNCIA GOLPE DO SEGURO
Pioneiro 08/07/95

Gramado - O proprietário do Posto de Combustíveis Bezzi, entrou com uma representação criminal na Delegacia de Polícia do município contra os corretores Paulo Roberto Dias Ramalho e Alberi Luiz Dalatéia, da empresa Rioseg Consultoria e Corretora de Seguros, que tem sede em Porto Alegre. Eles são acusados de fraudarem o contrato de seguro do Posto de propriedade de Bezzi. O posto incendiou no dia oito de maio e, ao tentar receber o seguro, o proprietário foi informado - pela companhia seguradora - que o contrato havia sido cancelado em 28 de abril por falta de pagamento.

Conforme a representação encaminhada pelo advogado Sérgio Haas, Ramalho e Dalatéia receberam o pagamento de Bezzi, dividido em quatro prestações, mas repassaram apenas a primeira parcela à Marítima Companha de Seguros Gerais, empresa de seguros com sede em São Paulo. O advogado obteve junto a Marítima a informação que o pagamento deveria ter sido feito em sete vezes. Além disso, descobriu que os cheques para a quitação do seguro foram depositados na conta de Dalatéia, na agência local do Banrisul.

Com o objetivo de ocultar o golpe após o incêndio, os acusados simularam uma perícia que avaliou os prejuízos em R$24,8 mil. Questionados pelo empresário o cancelamento do contrato, os corretores disseram que "a construtora integrante de seu grupo econômico se encarregaria da reforma no posto".

Conforme o advogado, a intenção de se apoderar do dinheiro de Bezzi se explica pela ausência, no contrato, do endereço do cliente para a cobrança, e sim o da corretora, em Porto Alegre. A fraude também foi possível, segundo Haas, porque Bezzi não recebeu uma cópia da apólice, mas somente o anexo das condições gerais e uma tarjeta da corretora com os valores supostamente segurados. Pelo contrato, o valor a ser pago em caso de incêndio seria R$ 480 mil, corrigidos a partir de novembro do ano passado.

EMPRESÁRIO DE GRAMADO DENUNCIA GOLPISTAS GRAMADO
JORNAL PIONEIRO-15/11/95

O empresário Luiz Emilio Bezzi, proprietário do posto de combustiveis Bezzi, destruido por um incêndio no inicio do mês de maio, denunciou à polícia do municipio a existência de um grupo de pessoas que estaria usando seu nome com o objetivo de, supostamente, arrecadar recursos para a recontrução de seu estabelecimento. Segundo o empresário dois homens e duas mulheres estariam se dirigindo a outros postos de combustíveis da região, pedindo uma " colaboração." O empresário informou que o golpe já teria sido flagrado nas cidades de Vacaria e Caxias do Sul. De posse de recordes de jornais e fotos do posto de gasolina destruido, os golpistas estariam procurando outras abastecedoras e solicitando quantias que variam de R$ 150,00 a R$ 500,00. O estabelecimento de Bezzi, localizado na avenida das Hortências, no Centro de Gramado, foi completamente destruido por um incêndio acontecido no final da noite de maio. Além de perder o estabelecimento, o empresário ainda foi vítima de uma fraude no seguro que havia feito. Bezzi afirmou que havia pago os valores correspondentes ao seguro do posto e de dois automóveis a dois corretores de Porto Alegre, mas estes não repassaram os valores à seguradora, que tem sede em São Paulo.

POSTO BEZZI DENUNCIA GOLPE
JORNAL PIONEIRO 17/11/95.

O proprietário do, Posto Bezzi, Luiz Emilio Bezzi, denunciou nesta semana que pessos não autorizadas estão tentando lesar comerciantes de combstíveis de outras cidades usando seu nome e de seu estabelecimento.Segundo ele, estes elementos procuram postos de combustíveis da regiãso dizendo que estão fazendo uma campanha para a reforma do posto ( destruido em um incêndio no mês de maio ) e pedem quantias que chegam até 500 reais. Este golpe já foi flagrado em Caxias do Sul e Vacaria. Os golpistas estão bem preparados . Chegam aos estabelecimentos munidos de recortes de jornais e diversas fotos que mostram como aconteceu o sinistro de maio. Luiz Emilio diz ainda que além deste golpe que está sendo realizado na região, seu Posto foi vitíma de uma fraude no seguro do estabelecimento havian sido pagos a corretora responsável mas esta não repassou os valores a seguradora.

DELEGADA DE GRAMADO OUVE SUSPEITO AMANHÃ
JORNAL PIONEIRO 09/01/96

Pelo menos oito pessos na cidade ficaram sem receber indenização Gramado- O principal suspeito de aplicar o golpe do seguro contra pelo menos cem pessoas em Gramado, Paulo Roberto Dias Ramalho, será ouvido amanhã pela delegada de policia da cidade, Raquel Dorneles. Ramalho e Alberi Luiz Dalatéia, da Rioseg Corretora de Seguros, foram denunciados por Luiz Emilio Bezzi, proprietário do Posto Bezzi, incendiado em 8 de maio passado. O empresário entrou com representação criminal contra os dois depois de ser informado pela Maritima Companhia de Seguros Gerais, com sede em São Paulo, que o contrarto de seguro do Posto fora cancelado por falta de pagamento. Conforme a representação criminal encaminhada pelo advogado Sérgio Hass, os dois acusados embolsavam o dinheiro e os contratos acabavam cancelados por falta de pagamento. Em pequenos sinistros, os dois conseguiam honrar a divida. Não foi o que ocorreu no caso do Posto Bezzi, cujo proprietário esperava receber uma indenização de R4 480 mil. Alberi Luiz Dalatéia depõs na semana passada e garantiu não ser sócio de Ramalho e que ignorava irregularidades na empresa. Ele alegou que não tinha poder de decisão na Rioseg e que desconhecia como era realizada a fraude. Dalatéia disse ainda que os contatos com as companhias seguradoras eram feitos por Ramalho, aquem acusou de pagar valores inferiores aos combinados pelas comissões que recebia sobre as vendas de seguros. Dalatéia chegou a vender seguro para seus próprios familiares. Garantiu também que estima muito a família Bezzi, por quem foi criado. A delegada Raquel acredita que mais pessoas foram prejudicadas pelo golpe do seguro e não apresentam para depôr por sentir vergonha. Luiz Emilio Bezzi tem informaçãoes de que dezenas de casos de golpe da Rioseg foram aplicados em Caxias do Sul.

EMPRESÁRIO NEGA GOLPE DO SEGURO

Demostrando tranquilidade e segurança, o diretor da Rioseg, Paulo Roberto Dias Ramalho, prestou depoimento na Delegacia de Polícia na última Terça-feira. Ele e Alberi Dalatéia são acusados estelionato por Luiz Emilio Bezzi e Ivo Bezzi, proprietários do Posto Bezzi. Conforme a queixa-crime encaminhada pelo advogado Sérgio Hass, que representa a família e o Posto Bezzi .Alberi e Ramalho recebiam os pagamentos de seguro, embolsavam o dinheiro e por isso os contratos eram cancelados pelas companhias seguradoras. O estelianato foi dectado, conforme a representação, depois que o Posto Bezzi foi destruido por um incêndio em 8 de maio do ano passado.Quando pretendiam receber o prêmio do seguro, Luiz Emilio Bezzi foi informado que o contrato firmado com a Marítima Companhia de Seguros Gerais havia sido cancelado por falta de pagamento. O empresário esperava receber uma indenização de 480 mil reais.

SEM RESPONSABILIDADE
Paulo Ramalho prestou depoimento do advogado Sérgio Coelho de Souza. Ele disse que quem tratava dos assuntos da Rioseg em Gramado era o seu sócio Alberi Dalatéia e por isso não dispunha de muitas informações à prestar.Comprometeu-se a apresentar documentos que comprovavam que o seguro não havia sido pago pelo Posto Bezzi. "Não sou a pessoa mais indicada a dar as respostas", disse ele ao jornal de Gramado antes de prestar depoimento. Como Ramalho tinha poucas informações a dar e comprometeu-se a apresentar os documentos que isentavam sua empresa de qualquer responsabilidade, a delegada Raquel Vasconcellos Dornelles decidiu cancelar o depoimento e prometeu reinquiri-lo nos próximos dias.

SEM DIREITO
Se o Luiz Emilio tivesse algum direito, ele estaria recebendo", afirmou Ramalho, lamentando que o empresário gramadense tivesse recorrido primeiro à impresa para tentar obter seus direitos, ao invés de tomar os procedimentos corretos. "Nossa parte está dentro do que foi pactuado e acertado", disse Ramalho. "O caminho normal e correto é este. A queixa-crime e depois a justiça" , completou o advogado Sérgio. Ele demostrou interesse inclusive em processar os demunciantes caso a queixa-crime não logre êxito na justiça. "Essa polêmica gerou um dano à imagem da Rioseg que deve ser reparada, acrescentou o advogado. Paulo Ramalho disse que Luiz Emilio tinha conhecimento que o seguro estava cancelado por falta de pagamento, tanto é que ele teria ido procurá-lo em Porto Alegre tentando fazer um acerto. Ramalho disse ainda que têm em mãos um laudo feito por um perito que revelou que o incêndio no Posto foi criminoso. O advogado de Ramalho disse que esta queixa-crime é tudo uma questão de provas . "pagou ou não pagou, tem o comprovante de pagamento ou não tem. Não pode fugir disso", afirmou o advogado Sérgio.

TRISTEZA
Ramalho entende que " talvez " a pôlemica tenha sido incentivada pela concorrência, "tentendo prejudicar uma empresa que apresenta um índice de crescimento bastante substancial no mercado.Infelizmente a própria concorrência se aproveita de um gancho destes". O diretor da Rioseg tranquilizou os segurados gramadenses dizendo que todos os compromissos estão sendo honrados pela empresa.Citou o exemplo recente de um Opala Diplomata que havia sido furtado em Gramado e que teve a devida cobertura da companhia seguradora .Lamentou o fato de Alberi Dalatéia Ter abandonado a empresa e os segurados gramadenses, " A Rioseg montou a estrutura em Gramado por causa do Alberi.Agora sem ele aqui , estamos tentando continuar atendendo nossos clientes através do escritório de Porto Alegre", afirmou.

NÃO ERA SÓCIO
Em depoimento prestado na delegacia de Policia na semana passada, Alberi Dalatéia negou que era sócio de Ramalho e que ignorava irregularidades na empresa.Dalatéia disse que chegou inclusive a vender seguros para seus própris familiares. A delegada Raquel pretende analisar novamente todos os documentos que possui em mãos, aguardar os que serão apresentados por Ramalho e marcar então uma nova data seu depoimento.

JORNAL DE GRAMADO,26/01/96

Maurício André Baqui ingressou no juizado de pequenas causas Contra a Rioseg Seguros. Ele teve dois seguros cancelados por falta De pagamento, apesar de Ter efetuado o repasse do dinheiro à em- Presa que comercializou os seguros .Ele quer a devolução do dinheiro pago e não repassado à seguradora.

DIRETOR DA RIOSEG INDICIADO POR ESTELIONATO
JORNAL DE GRAMADO,15/03/96.

Em cinco horas de depoimento na Quinta-feira da semana passada, o diretor da Rioseg Corretora de Seguros, Paulo Roberto Dias Ramalho, se defendeu das acusações de estelionato feitas pelo empresário Luiz Emilio Bezzi e outras 12 pessoas que haviam contratado seguros através de sua corretora.Ramalho foi ouvido pela delegada Raquel Vasconcelos Dornelles e estava acompanhado do advogado Fernando Coelho Silva de Porto Alegre. Apesar de alegar inocência e apresentar provas documentais,Ramalho foi indiciado pela delegada por estelionato. Até encaminhar o inquérito ao Forúm. Nos próximos dias, ela decide se indicia também Alberi Dalatéia, que representava a Rioseg na região.

SEGUNDO DEPOIMENTO
Este foi o segundo depoimento do empresário na Delegacia de Gramado. No primeiro, em 09 de janeiro deste ano, ele afirmou que o motivo do não cumprimento da indenização em favor de Bezzi e Cia seria a falta de pagamento da primeira parcela das quatro acertadas no contrato. O valor da primeira parcela era de R$ 200,98 com vencimento em 01 de dezembro de 1994. O não pagamento, segundo Ramalho, impedia que a companhia seguradora indenizasse o Posto Bezzi pelo sinistro ocorrido em 8 de maio de 1995. Durante o depoimento a delegada apresentou o recibo comprovando que a primeira parcela do seguro havia sido paga. Ramalho disse, então que não entendia porque só agora lhe apresentavam aquele recibo. O diretor da Rioseg afirmou que devido as circunstâncias do sinistro no Posto Bezzi, pediu uma perícia junto a seguradora (Companhia Marítima) que indicou uma empresa credenciada para que fizesse os levantamentos necessários. Disse que alguns dias após o sinistro recebeu a visita de Luiz Emilio Bezzi que admitiu não Ter pago as primeira parcela. No depoimento Ramalho disse que em decorrência dos bons resultados que a Rioseg estava obtendo em Gramado e para minimizar os prejuizos do Posto Bezzi, ofereceu-se para reconstituir as partes do prédio atingidas pelo incêndio

DECLARAÇÕES
Com relação às outras 12 pessos que haviam denunciado na Delegacia de Policía, Ramalho apresentou declarações da Oceãnica Seguradora garantindo que todas as apólices estavam em vigor. A delegada informou que existem provas no inquérito que rolam procedimento irregular de apólices mas parcelava todo o valor junto a seguradora. Indagado a respeito dos motivos pelos quais o nome da corretora sempre aparecia nos documentos bancários(ao invés do da seguradora), Ramalho disse que era para "resguardar o cadastro dos clientes" ou para "confer~encia de dados".Com relação aos valores cobrados a mais, Ramalho justificou o procedimento dizendo que havia cobrança de um "plus" pela administração e pelo fato do, produto ser sem franquia.

QUEIXA CRIME
O inquérito policial contra Ramalho e Alberi Dalatéia (que representava a Rioseg em Gramado) foi motivado em função de uma queixa-crime encaminhado pelo advogado Sérgio Hass, que apresenta a família Bezzi e o Posto Bezzi. Segundo a queixa, Alberi Ramlho recebiam os pagamentos do seguro embolsavam o dinheiro, motivando o cancelamento da apólices pelas companhias seguradoras. O estabelicimento foi dectado, conforme a representação, depois que o Posto Bezzi foi parcialmente destruido por incêndio. Quando pretendia receber o prêmio, Luiz Emílio foi informado do cancelamento do seguro. Luiz Emílio comprovou a quitação da parcela depois de fazer um levantamento junto ao Banco do Brasil, que revelou que ele havia emitido um cheque de R$ 200,98 em 1 º de dezembro de 1994 em favor de Alberi Dalatéia. Segundo a delegada Raquel quando depôs, Alberi apresentou cópias de inúmeros recibos que comprovam o repasse para o Rioseg de todo o dinheiro referente a seguros que era depositado em sua conta corrente.

GOLPE LESA SEGURADOS NO RIO GRANDE DO SUL
JORNAL DO COMÉRCIO. RIO DE JANEIRO, 13/12/96.

Os diretores da Rioseg Corretora de Seguros, Alberi Dalatéia e Paulo Ramalho, foram indiciados pela polícia do Rio Grande do Sul por estelionato.Eles são acusados de desviar os valores que lhes foram repassados pelos clientes, na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul, para o pagamento às companhias seguradoras. O golpe somente foi descoberto após o incêndio que destruiu o posto de gasolinado empresário Luiz Emilio Bezzi, causando prejuízo da ordem de R$ 800 mil. Ao procurar a Maritíma Seguros para reinvindicar a indenização a que tinha direito, Luiz Bezzi foi avisado de que a apólice havia sido cancelada, por falta de pagamento. Ele reuniu as cópias dos cheques nominais pagos em favor da Rioseg e as entregou para a polícia, que indiciou os dois responsáveis pela empresa.O advogado do dono do posto, Sérgio Haas, explicou que a dupla constumava oferecer planos de seguro sem franquia, o que inexiste no mercado.Aceita a proposta pelo cliente, era encaminhada à seguradora uma outra proposta , com coberturas de riscos completamente distintas e com prêmios reduzidos. Em seguida, o segurado recebia um carnê para o pagamento dos prêmios, mas apenas uma ou duas parcelas eram repassadas para as seguradoras, que automaticamente cancelavam a apólice. Se ocorresse um sinistro de pequeno valor, eles próprios bancavam a indenização, para poder manter a farsa. Mas, no caso do incêndio no posto de gasolina, o elevado valor do prejuízo acabou servindo para desmascarar os dois corretores. Emilio Bezzi diz que é preciso denunciar este tipo de golpe, para evitar que outras pessoas sejam enganadas por falsos corretores de seguros, o que deve ocorrer também em outros pontos do país. Além do empresário de Gramado, mais 12 pessoas já procuraram a polícia para denunciar os golpes praticados por Alberi Dalatéia e Paulo Ramalho. O advogado revelou ainda que a Rioseg tem nada menos que 50 títulos protestados, dois pedidos de falência e seis ações de execução, além de ter emitido no passado cheques sem fundos.

CLIENTES DE CORRETORA FCAM SEM SEGURO EMPRESÁRIOS FORAM INDICIADOS EM GRAMADO
ZERO HORA PORTO ALEGRE,DOMINGO, 28 DE JULHO DE 1996 /POLÍCIA

A vida de Luiz Emílio Bezzi , tradicioanal empresário da cidade serrana de Gramado, desmoronou no dia 8 de maio de 1995.Naquela manhã ,os 35 anos de negócios familiares viraram fumaça quando o posto de combustíveis Bezzi foi foi consumido por um incêndio que lhe trouxe um prejuízo calculado em R$ 800 MIL. Quando os credores começaram a bater na porta, o comerciante acionou a companhia seguradora Marítima , esperando receber uma indenização de R$ 480 mil por danos causados pelo fogo. Foi imformado de que a apólice de seguro da revenda de combustíveis havia sido cancelada por falta de pagamento. " Mas como, se paquei todas as prestações?", reagiu Bezzi. Logo Bezzi percebeu que não estava só neste dilema.Dezenas de outras apólices vendidas no município foram anuladas, embora os clientes tivessem pago por elas. Conforme queixa dos segurados na polícia Civil, a corretora de Seguros Rioseg deixou de repassar à seguradora Marítima os valçores pagos por muitos clientes. Os dois sócios da corretora, Paulo Ramalho e Alberi Dalatéia, foram denúnciados na justiça pelo Ministério Público, por estelionato embora Dalatéia, tenha sido inocentado no inquérito policial. Ao denunciar Dalatéia à policia, Luia Emilio Bezzi rompeu mais do que uma amizade- brigou com um irmão adotivo.Os dois foram criados juntos, sob as bênçãos de Ivo Bezzi, pai de Luiz Emilio e sócio do posto. Enquanto Luiz Emilio Bezzi prosseguia com os negócios da família no ramo de combustíveis, Dalatéia tomava ruma próprio. Administrou um hotel e depois se tornou representante em Gramado da corretora de seguros Rioseg, gerenciada por Paulo Dias Ramalho. Encorada no prest´gio de Dalatéia na sociedade serrana, a Rioseg vendeu em Gramado mais de mil apólices da Maritíma e de outras duas seguradoras. Os negócios prosperaram até o dia do incêndio no posto Bezzi. Como os recibos do seguro supostamente queimaram junto com a revenda de combustíveis, os donos do posto não conseguiam comprovar os pagamentos das quatro parcelas da apólice (cerca de R$ 800 em cheques, no total). Os corretores Dalatéia e Ramalho protelaram o pagamento da indenização, e a questão foi parar na justiça. Dalatéia afirmou Ter entregue os cheques do seguro do posto para Ramalho e disse desconhecer por que os valores deixaram de ser repassados à seguradora. Ouvido pela polícia, Ramalho disse que não pagara a indenização ao posto porque não concordava com o valor exigido. Quando Luiz Emilio Bezzi apresentou a polícia cópia dos cheques nominais pagos em favor da corretora Rioseg, o caso mudou de rumo, Ramalho foi indiciado por estelionato, Dalatéia não- mas o Ministério Público o denunciou como co-autor, pelo mesmo motivo.

OS DANOS
A principal vítima do golpe do seguro em Gramado teve um prejuízo de R$ 480 mil Leonida Stapff, dona do hotel Azaléia, possui recibo de R$ 1,8 mil pagos para segurar seu carro Logus. Estranhou ao receber da seguradora Ocêanica o aviso de que seu seguro fora cancelado por falta de pagamento. "Até hoje estou esperando que o Paulo Ramalho me explique o que fez com o dinheiro da apólice que me vendeu" , desafia ela. O advogado Claudino Camatti, o comerciante Licks e o dono de restaurante Arcílio da Silva também querem ser ressarcidos por seguros de carros pagos à corretora Rioseg- e que não teriam sido repassados à seguradora. Maurício André Baqui preferiu outro caminho, o juizado de pequenas causas. Quer receber os R$1,2 MIL PAGOS AO CORRETOR Alberi Dalatéia pelos seguros de um Chevette e de um Gol. Placas com o nome da Rioseg, quebradas e jogadas no jardim da antiga filial de Gramado, mostram o abandono do empreendimento na Serra, onde a corretora chegou a vender 1,5 mil apólices. Conforme levantamento feito em janeiro deste ano por um dos queixosos na Segurança ao Crédito e Informações (SCI), A Rioseg teve 52 títulos protestados, aí incluidos 47 cheques sem fundo e dois pedidos de falência. A seguradora Marítima, com sede em São Paulo, avisa que cortou relações com dois corretores mas não pretende reparar eventuais prejuízos.

ACUSADO SE DEFENDE
Paulo Roberto Ramalho continua em plena atividade em Porto Alegre, gerenciando a Rioseg num prédio em dois andares da Rua Ernesto da Fontoura. Procurado cinco vezes por Zero Hora, ele concordou em falar e assegurou Ter documentos que comprovam sua inocência no caso de estelionato de que é acusado em Gramado. Ramalho garante que nunca recebeu do dono do posto incendiado, Luiz Emilio Bezzi, o dinheiro para pagamento das prestações das apólices de seguro. "Se tivesse recebido, teria repassado para a seguradora." O corretor afirma que não sabe de onde o dono do posto retirou o recibo que comprovava o pagamento feito à Rioseg. Com respeito às 12 outras pessoas que o denunciaram porque tiveram apólices de seguro canceladas por falta de pagamento, Ramalho afirma que todas estão com seguro em dia. "As apólices delas passaram a ser cobertas por outra seguradora, quando eu larguei a Marítima". Afiança-algo que é negado pelos queixosos. O corretor diz que desconhece os 52 protestos registrados contra a Rioseg na Segurança ao Crédito e Informações (SCI). Alberi Dalatéia, que deixou a Rioseg, não foi localizado por Zero Hora para dar sua versão.

RIOSEG CAUSA PREJUÍZO IRREPARÁVEL A CLIENTES
A VOZ DO VALE/POLÍCIA Três coroas, 30/08/96.

O empresário Luiz Emilio Bezzi, de Gramado, teve seu posto de combustíveis destruido por um incêndio, com perdas de R$ 800000,00. Ao tentar cobrar a seguradora Marítima onde tinha segurado seu patrimônio em R$480000,00 lhe foi dito que o prêmio não fora pago, carecendo assim do direito à indenização. A corretora Rioseg, nas pessoas de Alberi Dalatéia e Paulo Ramalho, haviam dado recibo relativo ao prêmio para Bezzi, mas deixaram de repassar a importância à seguradora.

JORNAL DE GRAMADO, 29/11/96. PAG.02

Paulo Ramalho e Alberi Dalatéia, da Rioseg, deveriam Ter sido ouvidos no Fórum na última Terça-feira, no processo em que são acusados de estalionato pelo Posto Bezzi. Eles não compareceram. O Fórum de Gramado desconhece se eles não haviam sido citados em Porto Alegre ou se deixaram de comparecer.

GOLPE DE SEGURO
JORNAL DE GRAMADO, 03/01/97. POLÍCIA PÁG 12

Outro caso que também foi muito comentado na cidade foi o golpe de seguro realizado pela Rioseg Corretor de Seguros. O diretor da firma, Paulo Roberto Ramalho , e o representante da empresa em Gramado, Alberi Dalatéia, são acusados de estelionato contra o Posto Bezzi. Eles deveriam Ter sido ouvidos no Poder Judicíario em novembro mas não foram citados. A próxima audiência dos dois está marcada para o dia 4 de abril.

JORNAL DE GRAMADO, 12/02/99 COLUNAS PÁG 2

Empresário Luiz Emilio Bezzi ainda não foi ressarcido do sinistro que atingiu o posto de gasolina da família, em 8 de maio de 1995. Bezzi & Cia reclama na justiça o pagamento da indenização.

LONGA ESPERA
JORNAL DE GRAMADO, 07/05/99 COLUNAS PÁG 2

Amanhã, dia 8, completam-se quatro anos do incêndio que destruiu o Posto Bezzi. Neste período, com muitas difículdades, Luiz Emílio Bezzi luta para manter a empresa em atividade, enquanto aguarda decisão judicial contra a dupla Alberi Ramalho, em ação em que espera a cobertura do seguro que pagou e do qual não teve a acolhida no momento mais difícil da empresa, que em outubro próximo comemora 40 anos.

ACUSAÇÃO ENVOLVE AUTOMÓVEIS

Além da fraude no seguro do Posto Bezzi, a representação criminal inclui outra, envolvendo Ivo Bezzi, pai de Luiz Bezzi. Neste caso o advogado soube que os corretores superfaturaram o contrato de seguro de dois carros, embolsando R$ 1.590,21. Eles teriam cobrado R$ 1.896,85 de Ivo para fazer o seguro, mas o valor pago à Marítima foi o da primeira parcela de R$104,86 de um total de R$ 835,81 cobrados de Bezzi.

O advogado disse ter investigado os antecedentes da Rioseg e descobriu "50 títulos protestados, dois pedidos de falência, seis ações de execução, além de cheques sem fundos". Haas explicou que, ao ocorrer um caso cujo prejuízo é pequeno, os corretores pagam a indenização "para manter a farsa". Mas quando os danos são maiores, tentam diminuir os prejuízos". Conforme Haas, Dalatéia e Ramalho podem ser enquadrados por estelionato e apropriação indébita. Procurado para falar sobre as denúncias, os acusados não retornaram os telefonemas.



À BEZZI & CIA OU A QUEM ATRÁS DELA SE ENCONDE 
Jornal de Gramado 15/09/95 

Patrocinando, certamente, interesses de alguma corretoria de seguros, um "apedido" foi publicado neste Jornal de Gramado, no dia 07/09 ultimo, transcrevendo representação encaminhada sem dizer a quem e que não leva assinatura de ninguém.

Deduz-se tenha ela sido divulgada pelos que ali, se intitulam requerentes – Bezzi & Cia e Ivo Bezzi – que, anteriormente, em gestões feitas junto aos signatários, pretenderam ressarcimento exorbitante por danos de ínfima expressão, causado por incêndio ocorrido em seu estabelecimento comercial, apesar do sinistro não paralisar a atividade negocial em um único dia.

Não alcançando o objetivo de enriquecer com um seguro ou realizar, com uma indenização, o sonho de construir um prédio de proporções superiores ao que possuíam, investiram contra os signatários desta nota, ameaçando-os de promover ação penal, denuncia-los sem razão e, pela imprensa desprestigia-los como pudessem.

Como nada disso abalasse os propósitos dos signatários, que não permitirão a espoliação, eles vem a publico falando de estelionato e apropriação indébita, irreverentes ate mesmo com o Código Penal por não saberem que capitulação dar ao delito que não houve.

Propondo-se aguardar as "ameaçadoras" ações que contra eles, porventura venham a ser intentadas – meio, alias, justo e moral de pretender-se resguardar direitos, ainda que imaginários- os que esta assinam abdicam de continuar polemizando pela imprensa, lugar próprio para difamar-se, mas nunca para indicar quem tem razão.
  Paulo Ramalho  Alberi Luis Dalatéia


A COMUNIDADE GRAMADENSE
Jornal de Gramado 20/10/95

Não em atenção a nota veiculada na ultima edição do JG, mas a comunidade de Gramado, sentimo-nos na obrigação de voltar ao assunto que envolveu nossa empresa com a RIOSEGUROS CONSULTORIA E CORRETORA DE SEGUROS LTDA, já que, por sua versão, a questão estaria presa ao valor da indenização do seguro, entendida superior aos danos sofridos por nos.

É preciso que se esclareça que nem chegamos a pleitear indenização daquela que seria nossa seguradora, pela simples razão de que a apólice emitida em favor de Bezzi & Cia Ltda., pela Marítima Companhia de Seguros Gerais, foi cancelada por falta de pagamento, uma vez que o dinheiro por nos remetido à Rioseg como pagamento desse seguro, não foi repassado àquela seguradora, em que pese terem sido os pagamentos feitos a RIOSEG através do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A, em 02/01, 01/02 e 01/03 de 1995 e o primeiro a seu agente nesta cidade.

Ora, se a apólice estava cancelada por falta de pagamento e se esse pagamento fora feito à RIOSEG e por ela não foi repassado à seguradora não há que se falar em indenização por seguro, mas de CRIME DE APROPRIAÇÃO INDEBITA.

Alem disso, quem paga indenização por sinistro não é o corretor de seguros que é mero intermediário do contrato. Quem liquida a indenização é a seguradora. Assim, é claro que não se iria discutir valores de indenização com quem se apropriou indevidamente ate dos valores do prêmio.

O que a nota da RIOSEG não esclarece é como foi cancelado por falta de pagamento uma apólice de seguro cujo segurado lhe pagou integralmente o prêmio. Ao invés de buscar o que não sabe ("quem esta atras de Bezzi"), deveria informar aquilo que deve saber, ou seja, aonde esto o dinheiro que de nos recebeu e não repassou à Companhia de Seguros. Bastaria comprovar isso para que fosse arquivada a representação criminal que se encontra na Delegacia de Policia local.

Também poderia esclarecer a seus clientes o porque da troca de apólices depois que os cancelamentos das apólices primitivas foram descobertos. Outro dado interessante seria justificar porque parcela o prêmio em três vezes e assim o recebe, se a seguradora o concede sete meses ao segurado. Junto poderia informar quem usa o dinheiro durante esse tempo de excesso?

Por que não trouxe a prova de que a apólice, pela qual recebeu integralmente o preço estava em vigor no dia do incêndio? Porque não revelou que jamais a companhia de seguros em nome da qual recebeu o prêmio e disse estar em vigor a apólice, se manifestou em liquidar o prejuízo, nem que fosse por R$1,00?

Os fatos são claros e estão corretamente expostos na representação criminal já publicada. A tentativa da RIOSEG de esconder seu comportamento não ultrapassara a fase do inquérito policial. Ela cobrou o valor do prêmio do seguro e não pagou a Companhia Seguradora. Sobrevendo o incêndio, para acobertar essa apropriação indébita, tentou reduzir o valor dos prejuízos e pagar ela própria, pensando com isso resolver o problema. Alias, é assim que age nos seguros de veículos que também, no caso de Ivo Bezzi, tiveram seus contratos cancelados por falta de pagamento, quando tudo fora paga À RIOSEG.

Quem ainda tiver duvidas, para esclarecer basta adotar as seguintes providencias: 1) Se cliente da RIOSEG, exigir lhe seja entregue a apólice emitida por COMPANHIA SEGURADORA e não o "certificado da Rioseg", mas com data do inicio do pagamento e não outra emitida posteriormente; 2) Se não cliente, examinar na Delegacia de Policia local os comprovantes de pagamento dos prêmios feitos por Bezzi & Cia Ltda., e por Ivo Bezzi à Rioseg e os motivos e as datas dos cancelamentos dos contratos por parte da Companhia de Seguros, também lá comprovados.

Por fim, cumpre-nos esclarecer que a questão não esta envolvendo o valor dos prejuízos sofridos. Esta será outra ação. Por enquanto se denunciou o comportamento criminoso do qual fomos vitimas por parte da RIOSEGUROS CONSULTORIA E CORRETORA DE SEGUROS LTDA, seus integrantes e agente local.

Não basta dar sua falsa versão, dizendo que a imprensa não é o local ideal à essa discussão. Nosso passado na comunidade é testemunha, não só de nosso trabalho, mas de nossa lisura no agir. Sempre que formos atacados com mentiras que agridem os documentos por nos possuídos, voltaremos, dando satisfação e ate alertando a comunidade desse modo criminoso que nos envolveu.
Se ao final não recebermos um vintém de indenização, seremos os mesmos. Continuaremos a trabalhar, pois sempre foi essa nossa fonte de renda e dela nos orgulhamos. Apesar de tudo o que se abateu sobre nossa empresa. Julgamos poder, ainda, prestar um serviço a comunidade de Gramado, alertando-a a se precaver para que outros não sejam prejudicados como estamos sendo.

  escreva-me!Meu e-mail: postobezzi@gramadosite.com.br