O conceito de arte enquanto atividade criativa também cabe bem aqui. Os fuxicos usados pelas artesãs são feitos por encomenda. O lixo de uma fábrica de cuecas rende alguns retalhos necessários para a produção – todas as peças utilizam matéria-prima 100% algodão. Os retalhos que sobram de peças maiores acabam servindo para gerar um novo e caprichado trabalho. É a própria transformação do lixo em luxo.
Potira testou recentemente a aplicação de casca de araucária numa almofadinha de patchwork. Uma das criações de Aline que mais faz sucesso entre os consumidores são as “gordinhas”: bonequinhas rechonchudas, preenchidas com cravo. A criatividade é tanta que elas fazem até jogo de cinco marias com retalhos. “As gerações mais recentes nem sabem o que é isso!”, digo a elas. Ao que me respondem: “Vendemos muito para os vovôs”...