• O inverno na Serra Gaúcha encontra na gastronomia uma aliada. Para enfrentar as baixas temperaturas, uma comida quentinha e saborosa, de preferência leve, num ambiente aconchegante, é o desejo de muitos que visitam Gramado na temporada do frio. Então, que tal uma sopa?

    A Serra Gaúcha é especialista em fazer com que você se sinta em casa aonde estiver. Imagine quando você entra em uma casa de sopas e sente o aroma do caldo quentinho tomando conta do ambiente, atiçando seu paladar. É o que basta para você esquecer o frio da rua.

  • Conta-se que a sopa surgiu quando o homem descobriu o fogo e se deu conta de que a carne ficava mais macia e saborosa quando fervida com a água. Com o tempo, cada povo foi emprestando um toque característico de sua culinária ao caldo. Algumas ficaram mais picantes, outras com sabor mais suave. Alguns cremes ficaram mais consistentes, outros menos encorpados...

  • Em Gramado, da tradicional sopa de capeletti, típica da culinária italiana, até a mistura suíça de salsão, manteiga, gemas, queijo gorgonzola e creme de leite são encontradas em buffets de sopas, servidos à noite, quando o frio é mais intenso. Tem sopa para aquecer a todos os paladares. A cada noite, cinco tipos são selecionados para integrar o cardápio.

  • Como tudo ganha um traçado particular na cidade serrana, a sopa cremosa feita com brócolis recebeu o nome de Lago Negro, homenageando um dos pontos turísticos mais conhecidos de Gramado.

  • Outra criação serrana é a sopa de pinhão, servida em um outro restaurante. As araucárias que circundam a região não geram apenas belas paisagens para se fotografar. O pinhão é a semente que brota dessas árvores e está enraizada na culinária gaúcha.

  • Um dos sabores que mais faz sucesso é também um dos mais calóricos. Talvez porque a sopa goulash, típica da Hungria, tenha sido pensada para dar ao corpo humano o sustento necessário para enfrentar as temperaturas mais rigorosas. O caldo húngaro leva carne, batata, molho vermelho e páprica na receita. Para quem está preocupado com a dieta (coisa difícil de se manter na Serra Gaúcha), há opções light, como o caldo de queijo minas.

    Variados tipos de saladas e molhos acompanham o buffet, além de torradas, pães de calabresa, pizza, gergelim e integral, patês de berinjela, cebola e manteiga. Uma das casas oferece ainda a opção de grelhados e salmão.

  • Para beber, claro, um bom vinho, afinal o vinho é a bebida da estação. Na sobremesa, o prato e a bebida se misturam na Casa das Sopas: sopa de morangos com vinho do Porto.

    À luz de velas ou vendo o frio pela janela, até mesmo a sopa mais simples ganha uma proporção toda especial no inverno gramadense.

  • A qualquer hora do dia, o passeio pela Rua Coberta, no centro de Gramado, é obrigatório. Alguns estabelecimentos deixam a rua ainda mais atraente, com um certo ar europeu – não bastasse o clima naturalmente europeu que elevou a cidade ao patamar de principal destino turístico de frio no Brasil e um dos mais lembrados pelos turistas no país.

  • É nesse ambiente que você encontra o lugar ideal para saborear a sopa no pão. O prato é substituído por um pão italiano, cuidadosamente preparado: a massa é congelada durante um dia a uma temperatura de 7ºC antes de ser dividida nas porções. Depois de assado, o pão é embalado individualmente, no formato pronto para receber o caldo, que pode ser de tomate seco, cebola, ervilha, champignon, palmito, aspargos ou queijo.

    Para colocar o creme, o chef afasta o miolo do pão, que depois acaba se desmanchando com a sopa, misturando os sabores. Na alta temporada, o restaurante chega a servir 200 pratos desse tipo.

  • Simples assim: no pão, a sopa. Na taça, um bom vinho. Na cadeira, um pelego para amenizar o frio. Na rua, o movimento da temporada de inverno. No ar, um friozinho gostoso. Esse misto de pequenos prazeres chama-se, simplesmente, Gramado. Uma cidade vocacionada para lhe proporcionar momentos inesquecíveis.