Artigos e Notícias

  • Meninos de rua

    20 Julho / 2018 por Cassiano Santos Cabral
    Meninos de rua

    Múltiplos rostos Olhos sem luas Carentes de afeto Vivem sem teto Entre os vetos do mundo Na labuta suada Pelas madrugadas São brancos e negros E muitos os medos... Avançam mais e mais Vendendo jornais Caminhos plurais Muitas andanças Entre a dor e insegurança Presos as amarras da sorte Vencem a visita da morte Driblando a falta de fé Em calada oração. [...]

  • Olhares

    12 Julho / 2018 por Cassiano Santos Cabral
    Olhares

    Olhei dentro do tempo Encontrei a lua no varal Ao balanço do vento Perpetuando sentimentos Redimindo ausências Pelos dias sem sol Chuva miúda em nós Aos olhos do rosto Em cinzentas emoções E dentro do túnel das horas Interpretei silêncios Abanei poeiras E descansei na praça De graça e sem pressa No banco da infância Lembranças floridas Ao entardecer de [...]

  • Dúvida

    14 Março / 2018 por Cassiano Santos Cabral
    Dúvida

    Entre todas as perguntas Emerge a certeza da dúvida Do ponto de interrogação Incrustado no meio da vida Entre rochas e mares Pulsam silêncios Ondas dizimando perdas Peixes enganando anzóis Caracóis confinando segredos Resta a solidão marítima Grãos de sonhos Formando castelo Insustentável pilar Somos apenas pegadas E caminhos de sal O resto é vento...

  • Vida

    19 Fevereiro / 2018 por Cassiano Santos Cabral
    Vida

    Mãos que soltam sonhos Como pipas ao vento Nas esquinas do ar Sem a dança das folhas E nem o bailado das glórias Redemoinhos... Perdas oblíquas E a espera Por um lugar ao sol Somos apenas grãos de areia Presos na ampulheta... Mãos que seguram ilhas Dedilhando esperanças Entre a terra e a água Resta a contemplação A juventude prescrita Presa no [...]

  • O poema de hoje

    08 Janeiro / 2018 por Cassiano Santos Cabral
    O poema de hoje

    O poema de hoje É de verso e canção De crença e procissão Navega pelos mares Transporta-se em mil lugares Espelha muitas rimas E pontos de luz Fala da obra na Cruz Redenção e milagres O poema de hoje Não tem inicio e nem fim Fala de sonhos e esperanças De andanças e de silêncios É pão repartido Gesto de amor Mãos solitárias Como ato de fé É voz libertada Pacificada canção. O poema [...]

  • Destino

    17 Novembro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Destino

    Na curvatura da vida O vento acena as folhas Levadas pelo canto alado O timbre da voz humana Ergue o silêncio da paz Na altura do sonho etéreo Voam os poetas Onde o por do sol é visto No último andar Da cidade vertical As ondas crespas dos mares Conduzem sonhos à vela O sal nos sustenta Como tempero salino da vida E tal como o vento Com asas de águias Traçamos o mapa de vida Andarilhos como [...]

  • Longa

    19 Outubro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Longa

    Longa é a tarde O dia que não passa A esperança que não se enlaça Nem de sol e nem de lua Descortinando ilusões Como pipas ao leu A vida nua Sem vestes e crua Apenas despida Ausências não lidas Sentimentos que vão E que vem Em dança circular do ar São os uivos de outubro São tempos de muda voz Restam caminhos Lírios não vistos E o azul de cada olhar A descobrir...

  • Canto Peregrino

    29 Setembro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Canto Peregrino

    Universal é o canto Espinha dorsal da esperança Unificada na voz poética No pranto de muitas mães Sem leite e nem mel O amor pelos filhos Adoçando as perdas Em olhar maternal Canto de todas as vozes Silêncios aflitos Pluralizam cansaços Dores sem raça e nem credo Olhares de socorro Somos reféns das circunstâncias E sem lugares ao sol Andemos ao abrigo da lua.

  • Olhares do tempo

    21 Agosto / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Olhares do tempo

    Olho... Nos olhos despidos do tempo Sob o manto das saudades E da visão sombria Dias nebulosos Neblinas constantes Eternizam momentos Que não findam E permanecem como lembranças Como vértice dos sonhos Sob os cílios da poesia Repousando na hibernação Sob o signo do vento Olhares múltiplos Que se fundem em horas Multiplicadas em estações Nas mãos: a poesia Nos olhos: o sol Restam ombros [...]

  • Lírios

    12 Junho / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Lírios

    Lírios ao vento Vestidos de sol Balançam os sonhos Orquestrados em nós Como oferta da flor Presente da terra Dos homens às belas De Deus aos poetas Um verso gentil Lirio no olhar Na leitura dos sonhos Viceja no ar Um pedaço de flor Florindo caminhos Abrindo silêncios Maquiando a vida Com gosto de mel São os lirios do campo Falados por Cristo Olhemos...

  • Tristeza

    12 Junho / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Tristeza

    Poesia é confessionário Calvário de perdas E das fendas da alma A vida nos dá a penitência Sem choro e nem clemência Feridos por dentro Pelas mãos cruéis do tempo Pelo triunfo da carniça Neste mundo de cobiça E da imoralidade pública O verso é a nossa voz Clamando nossos vetos E ao som de mil protestos Poesia que transgride Neste mundo que insiste Nas falsas homenagens Grandes [...]

  • O Tempo pelo Tempo

    08 Abril / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O Tempo pelo Tempo

    Naqueles dias sem sol O palhaço ficou triste A bailarina sentou-se na plateia O poeta emudeceu O cantor ouviu a voz do vento O pintor vestiu-se de preto E ninguém mais interpretou talentos E não se ouviram aplausos... O palhaço caiu na dança O poeta misturou as tintas A bailarina desafinou a voz O pintor não agradou na piada E o cantor errou no verso Misturaram-se os talentos E nem o sol [...]

  • O Silêncio

    05 Abril / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O Silêncio

    O silêncio canta E embuce as vozes aflitas Dolorosamente esculpidas Sob o martelo das perdas Das ausências e dos ventos Palavra não dita Inspirada Metaforicamente sentida E projetada no papel Entre imagens e suspiros Tal qual a vida nublada Verticalmente sonhada Tal qual o azul dos olhos Dos céus e dos mares O silêncio canta Ressoa aflitivo nas mães Pela falta do pão e do mel Pela vida [...]

  • O tempo pelo tempo

    21 Março / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O tempo pelo tempo

    Naqueles dias sem sol O palhaço ficou triste A bailarina sentou-se na plateia O poeta emudeceu O cantor ouviu a voz do vento O pintor vestiu-se de preto E ninguém mais interpretou talentos E não se ouviram aplausos... O palhaço caiu na dança O poeta misturou as tintas A bailarina desafinou a voz O pintor não agradou na piada E o cantor errou no verso Misturaram-se os talentos E nem o sol [...]

  • Algemas

    01 Fevereiro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Algemas

    Argolas prendem os gritos E as dores ao infinito Como um no na garganta Que não se desfaz Preso com algemas Nas conveniências do sistema E pelo fio das decisões mais acertadas Em prol de um canto mais livre De um voo mais denso Que surpreenda a todos A escravidão nos enclausura Nesta partitura sem nota Apenas uma clave de sol Vestígios das prisões Limitados em nós mesmos Na mecanicidade do [...]

  • Ela

    20 Janeiro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Ela

    Percorro teus olhos E encontro montanhas e sois Ventos e margaridas Abrigo teus cansaços Com meu peito poeta Conduzindo o caminho dos sonhos Nas mãos... A essência fluídica de nós mesmos E tantos abraços pelo tempo Que nos aproxima e certifica Duas partes de um mesmo todo E agora fundidos em um só Caminhamos com nosso filho Somos três Musa querida... Nascida sob as águas de [...]

  • Dores

    14 Janeiro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Dores

    Em mim... Cabem as dores Os silêncios e os protestos Como notas de um piano A espera do maestro Tantos sonhos pautados da alma Digladiando passado e futuro Num presente composto Dedilhado por emoções Ao sul dos esconderijos. Em mim... Habitam fantasmas Em noites sem sono Percorrendo distâncias No sótão das memórias Que não cabem em mim Livros e gavetas abertos Em noites de lua [...]

  • Em mim

    09 Janeiro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Em mim

    Em mim... Carrego tantos ventos e sois Madrugadas poetizadas pela lua Falta o sono e sobram vinhos Tempo: Cálice do aprendizado A vida passada a limpo Todos os dias Divago com os sonhos E esgrimo contra o relógio O severo senhorio das horas Palavras dormitam Sentimentos perenes Hibernados dia após dia A esperança como raio solar Qualifica... O jovem senhor das metáforas Cansado das [...]