Agosto

O vento passeia

Entre o vão da ausência

Vazio de sol

Espelho de agosto

Nuances do frio

Agasalhando perdas

A luz de invernos

Falta o abraço terno

O calor e o pão.



As águas caem

Sob as ruas não vistas

Na calada da noite

Deslizando sentimentos

Como gota de lágrima

Furtiva em busca do nada

Somos feito madrugadas

Folhas ao leu

Levadas pelo signo da sorte



E driblando desgostos

Percorrendo agostos

Com hinos de silêncio

Vamos lutando a cada dia

Entre a pedra e a poesia

Sob o canto da esperança

Até que a vida nos surpreenda

Com girassóis no olhar.

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