Fintechs revolucionam o mercado financeiro

Especializadas em dinheiro, essas empresas ganham terreno no Brasil, onde 93% do dinheiro ainda está em bancos enquanto nos Estados Unidos apenas 10% estão depositados em instituições financeiras tradicionais

Agilidade, tecnologia e facilidade são os itens que fazem o sucesso das fintechs, empresas especializadas no setor financeiro que estão redesenhando as experiências com base na tecnologia. Experiência que conquista, cada vez mais, novos clientes e assim como já ocorreu com os americanos estão também ganhando muitos clientes no Brasil, onde já operam 300 fintechs.

As mudanças de hábitos e de serviços que essas novas empresas estão causando no mercado financeiro foi o tema desta quarta-feira (15) do Tá na Mesa, da Federasul, que convidou três especialistas: Juliano Prado, CEO da Payly; Marcelo Flora, Head do BTG Pactual Digital e Tito Gusmão, CEO da Warren Brasil.

As vivências das três fintechs foram contadas para um público que lotou o salão nobre do Palácio do Comércio. A grande “sacada” dessas empresas está na rapidez, na especialização na prestação de serviços a um custo muito baixo ou zero, diferenciadas das instituições financeiras tradicionais, que são pesadas em sua estrutura e, por essa razão, cobram mais dos clientes.

As fintechs não têm agências físicas e todos os seus serviços podem ser resolvidos por meio de telefone celular, em apenas um clique. Classificadas na categoria de startups, estão na quarta revolução industrial que, no mercado financeiro, muda conceitos antigos e vem transformando o setor.

O CEO da Payly, Juliano Prado, explica que as fintechs redesenham a área de serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia. A palavra fintech junta as palavras financeiro e tecnologia. “Oferecemos produtos e serviços diferentes entre si, operando num nicho do setor financeiro”. No caso da Payly o setor é de pagamento.

Já, a experiência do BTG Pactual Digital, lembra Marcelo Flora é de investimentos. Também na Warren Brasil, a especialidade é de investimentos. Tito Gusmão explica que “criamos experiências fáceis para investir a taxa zero”. Já existem no Brasil mais de três centenas de fintechs resolvendo vários problemas e oferecendo soluções para seus clientes.