Quando tudo vai acabar

Um desabafo de quem apenas constata que na atual realidade tudo o que se sabe é que nada se sabe. Entretanto, a grande imprensa, as emissoras de televisões e as rádios, com orgasmos anunciam diariamente o número de contaminados pelo coronavírus e principalmente o número de mortos.

Já escrevi que os mortos não chegam a 10% dos que morrem pela violência ou por acidentes nas estradas. Somente sobre os feriadões é que divulgam as estatísticas, depois tudo é esquecido.

Não se leu, não se ouviu ou foi visto como agora, diariamente, então fazerem os governadores e prefeitos solicitarem por melhores estradas para que os acidentes diminuam ou pelo aparelhamento melhor das polícias estaduais no combate a violência. Todas essas mortes tem destaque apenas em um dia, depois vira nota de rodapé.

Nunca se ouviu solicitarem bilhões de reais para que essa mortandade acabe.

Cabe neste momento, um louvor a Brigada Militar do Rio Grande do Sul e a Polícia Civil, que mesmo tendo seus salários pagos com atraso e parcelados, continua cumprindo com o seu dever.
Não menos importante são os Médicos, Enfermeiros, Técnicos, Auxiliares de Saúde e equipes de apoio, que lutam não só em salvar vidas, como contra todo o aparato político e midiático, cujo o interesse é o somatório de mortes.

O coronavírus foi a sorte grande dos governantes estaduais e municipais que veio para encherem seus cofres, suprindo as administrações de recursos que as incapacidades nunca souberam fazer. Sempre fizeram mais do mesmo.

Agora o dinheiro cai como o maná do céu no deserto dessa nulidade. Tudo apoiado pela mídia que adora desastres.

Diariamente é divulgada com destaque a contagem dos mortos e menos sobre os que se recuperaram da contaminação.

A contagem se equivale a medição feita pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo. Só que agora o necrológico é marcado pela contagem em um Necrometro para o regozijo dos governantes e principalmente da grande mídia.

Nessa contagem vale tudo, desde os que morreram por infarto, câncer, por perfurações de Covid - 19, 38 ou 762. Os que se chocaram nas estradas com um coronavírus na contramão. Quanto mais mortos, melhor.

Há um grande interesse político nesta pandemia no país, mais ainda um interesse financeiro.

Pode-se afirmar que mais adiante vai vir a público que muita gente enriqueceu. O vírus foi a cornucópia que jorrou dinheiro para esses bolsos.

Como sói acontecer.

Seguindo assim o raciocínio, pode-se escrever que a realidade disso tudo é que 50% é verdadeira e os outros 50% são interesses.

O cantor, compositor e humorista Juca Chaves disse em um programa do Jô Soares que se pagando bem a imprensa até diz a verdade. O que concordo.

Por fim, sobre a pergunta que todos fazem: Quando é que termina aqui no país esta pandemia?
A resposta é quando acabar o dinheiro da União e o Tesouro Nacional secar.

Bem aí, os governadores e prefeitos vão determinar a abertura das industrias, comércio e serviços, para que esses gerem renda para que se possa cobrar os impostos. Será a única forma de entrar dinheiro nos cofres públicos.

Será quando a fabrica de imprimir dinheiro ficar sem tinta e papel.

Escrito em 09 de maio de 2020


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