Deriva

Cultura Poesia 18 Janeiro / 2019 Sexta-feira por Cassiano Santos Cabral

Estamos à deriva

Ombreando a nós mesmos

Nas margens de vago pensamento

A água invade a secura dos dias

Onde somos náufragos

Ancorados em lembranças

O ontem e o amanhã

Apenas interrogam

E não advogam

Digladiando entre si.



O barco é um sonho

Cruzando as camadas do silêncio

Remamos contra a vida

Entre magoas e cansaços

Estamos à deriva

As margens de um rio poluído

O espelho reflete perdas

Dias e noites

Somos o reflexo do vento

Projetado em redemoinhos



Somos a esquina do rio

As quedas das águas

Entre pedras e porquês.

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