Há uma única razão para celebrar o Natal: Nasceu o Salvador!

Economiaenegocios Artigos 22 Dezembro / 2015 Terca-feira por Padre Ari

Em meio a tantas distorções, sofrimentos, problemas de ordem política socioeconômica, desigualdade social, roubos, corrupção em todas as esferas da sociedade, doenças exóticas e estranhas para a medicina convencional, um significativo número de pessoas com depressão em alto grau, assassinatos, busca desenfreada do poder tudo conduzido pela lógica do ter. Pergunta-se: Natal! O que vem a ser o Natal numa sociedade em que colocou o próprio sentido da vida e do mundo como subcultura?
Há ainda algum significado na história contemporânea falar em Natal?
Para muitos é uma incógnita.
Para outros é mais um feriadão, momento de passear, ir à praia, comer e beber, muitas vezes de forma desmedida. Fica no ar um questionamento.
O que significa Natal?
Muitos já não lembram onde está o coração das festas natalinas.
A humanidade vive na escuridão e não consegue ver a claridade que envolveu alguns pastores que apascentavam suas ovelhas ao redor quando viram o anúncio: “Nasceu-vos hoje o Salvador”.
Entretanto este menino não nasceu apenas para José e Maria, e, sim, para o mundo todo. Este menino é único no qual podemos pôr nossa última esperança.
A realidade que se vive na cultura do “descartável” não é a palavra definitiva sobre a história e o ser humano. Tudo é transitoriedade. “Jesus Cristo é a esperança de que a injustiça que hoje tudo envolve não prevalecerá para sempre {...} Sem esta esperança não há Natal”. (PAGOLA, 2012).
E segue: “Despertaremos nossos melhores sentimentos, desfrutaremos o lar e a amizade, nos daremos momentos de felicidade; tudo isso é bom.
Muito bom. Mas ainda não é Natal”. Na noite do nascimento de Jesus é uma noite escura, segundo o relato do evangelista Lucas que diz: “É a glória do Senhor”.

A imagem é grandiosa: a noite fica iluminada. Pagola, ao comentar o episódio da noite escura e do anúncio do nascimento do menino Jesus, frisa que de repente houve uma claridade e os pastores “se enchem de temor {...} Eles não têm medo das trevas, mas da luz, e conclui: “...o anúncio começa com as palavras: “Não temais”.
Essa expressão que aparece na bíblia, muitas vezes nos fornece uma direção que vai à contramão do sentido. Ao observarmos o mundo que vivemos, transparece bem que a ideologia que nosso mundo prefere viver são as ideologias que nos proporciona bens, fama, dinheiro, poder e isso cega e nos deixa nas trevas.
A luz de Deus causa medo à cultura contemporânea, afinal a mesma incomoda e prefere trilhar seu próprio caminho obcecado pela tecnologia que deslumbra a visão cegando para a transcendência.


OS CRISTÃOS EM TEMPOS DA NOVA EVANGELIZAÇÃO NECESSITAM VOLTAR À BELÉM PARA ENCONTRAR O SENTIDO

“Trago-vos a Boa Notícia, a grande alegria para todo o povo”. É a partir desse paradigma que a exigência de conversão fará o ser humano a encontrar novamente o sentido existencial.
É preciso dar-se conta, que a alegria do Natal não é data simplória nem um simples aniversário do nascimento de Jesus na história humana, mas, sim, a resposta que tanto o ser humano almeja e não encontra, por estar embriagado em paradigmas de ideologias perversas e vazias com sabor materialista na ambição do ter. Urge voltar à Belém, onde numa manjedoura tem a Boa Notícia que é Jesus, pois ao contrário o natal não nos diz nada.
“Se não conhecemos a alegria que só nos pode vir de Deus, se reduzimos estas festas a desfrutar cada um seu bem-estar ou a alimentar um prazer religioso egoísta, celebraremos qualquer coisa, menos o Natal”. (PAGOLA, 2012).
O desafio no hoje da história é uma re evangelização de uma cultura secularizada, dessacralizada e voltada unicamente para aquisição dos bens de consumo.
Essa realidade nos leva a esvaziar toda a essência da vida humana.
Fomos criados para sermos felizes, no entanto, no decurso da história percebe-se que houve um desvio Daquele que nos criou a sua imagem e semelhança.

“Há coisas que só as pessoas simples sabem captar; verdades que só o povo é capaz de intuir; alegrias que só os pobres podem desfrutar; assim é o nascimento do Salvador de Belém”. (PAGOLA, 2012).
E segue: “Deus é gratuito, por isso é acolhido mais facilmente pelo povo pobre do que por aqueles que pensam em poder adquirir tudo com dinheiro, Deus é simples e está mais próximo do povo humilde do que daqueles que vivem obcecados por ter sempre mais; Deus é bom, e o entendem melhor aqueles que sabem amar-se como irmãos do que aqueles que vivem egoisticamente, fechados em seu bem-estar”.
Este é o desafio para a humanidade e, principalmente, para os cristãos inseridos numa cultura do “descartável”, da “provisoriedade” e da ambição dos bens materiais.
A conversão para o desapego das coisas materiais e olhar para o alto, ou seja, lá onde está o sentido. DEUS.
Desejo a todos os leitores que durante o ano de 2015 valorizaram os meus escritos lendo e comentando.
E que tenham um Feliz Ano 2016.

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