Intelimagem discute fatores de risco para COVID-19 e a importância dos exames preventivos

A Intelimagem Medicina Diagnóstica, com unidades em Gramado e Canela, promoverá no dia 26/05, terça-feira às 9h, um evento online sobre fatores de risco para a COVID-19 e a importância de exames preventivos.


O evento contará com a participação da Dra Fernanda Michelis e da Dra Ana Luisa Hancke da Intelimagem, que discutirão o tema com convidados de imprensa e responderão dúvidas. “Em tempos de pandemia do novo coronavírus, devemos redobrar a atenção para fatores que aumentam os riscos de mortalidade e severidade da doença, como pressão alta, doenças cardíacas, pulmonares e neurológicas, câncer, diabetes e obesidade. Por isso é importante que as pessoas continuem realizando consultas e exames periodicamente, sobretudo no caso de sintomas genéricos”, explica a Dra Fernanda Michelis.

Segundo ela, além dos problemas respiratórios, a COVID-19 também pode apresentar sintomas abdominais e neurológicos, que não devem ser ignorados. “Esse cuidado ajuda a prevenir não apenas a doença provocada pelo novo coronavírus, como também outras que podem se agravar quando não há o devido acompanhamento médico. Recentemente, por exemplo, tivemos um caso em Canela em que um idoso passou uma semana em casa paralisado após ter um AVC e só foi hospitalizado pela família quando começou a tossir” observa. Michelis afirma que as clínicas da Intelimagem observaram recentemente uma procura maior por exames relacionados ao novo coronavírus, mas uma queda considerável por outros exames.

Conforme levantamento feito pela gestão da empresa, em março e abril deste ano, a quantidade de tomografias de tórax realizadas pela Intelimagem, que auxiliam no diagnóstico da COVID-19, praticamente duplicou quando comparado com o mesmo período em 2019. Por outro lado, a quantidade de exames relacionados ao acompanhamento de doenças cardiovasculares e cerebrais teve uma queda considerável. “Isso nos causa preocupação, pois os portadores de doenças crônicas precisam realizar exames de monitoramento de sua condição de saúde. Além disso, percebemos que muitas pessoas estão evitando ir aos hospitais, mesmo com sintomas mais sérios, e quando chegam já estão em condição grave, reduzindo assim as possiblidades de tratamento”, aponta a Dra Fernanda Tacaci Michelis.



Saiba mais:



Quem está em risco de desenvolver doenças graves?

Pessoas idosas, acima de 60 anos, e também pessoas com condições de saúde pré-existentes, como pressão alta, doenças cardíacas, pulmonares e neurológicas, diabetes ou obesidade. Além disso, pessoas com câncer que estejam em tratamentos de quimioterapia e radioterapia, que tenham feito cirurgia há menos de um mês ou que façam uso de medicamentos imunossupressores, fazem parte do grupo de risco.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os pacientes portadores de doenças crônicas, que representam em torno de 25 a 50% dos pacientes infectados, são os que apresentam maiores taxas de mortalidade. Conforme o Boletim Epidemiológico do Centro de Emergência em Saúde Pública do Ministério da Saúde, boletim nº 14 (semana de 26 de abril a 02 de maio), entre os óbitos confirmados por COVID-19, 70% tinham mais de 60 anos e 67% apresentavam pelo menos um fator de risco, como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença renal e doença neurológica. Em todos os grupos de risco, a maior dos indivíduos tinha 60 anos ou mais, exceto para obesidade, que é o principal fator de risco entre as pessoas mais jovens.



Fumantes e usuários de produtos de tabaco correm maior risco de infecção por COVID-19?

É provável que os fumantes sejam mais vulneráveis, pois o ato de fumar significa que os dedos (e possivelmente os cigarros contaminados) estão em contato com os lábios, o que aumenta a possibilidade de transmissão do vírus da mão para a boca. Os fumantes também podem já ter doença pulmonar ou capacidade pulmonar reduzida, o que aumentaria muito o risco de doença grave.

O tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência por infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Além disso, o consumo do tabaco é a principal causa de câncer de pulmão e importante fator de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), entre outras doenças.