Um novo mundo

Na semana que passou duas matérias na mídia para mim tiveram grande destaque. Com a leitura de ambas fiquei muito desanimado. Mas, hoje percebi que algo mais já está acontecendo, outros fatos que me fizeram recobrar o animo.

A primeira, trata-se do artigo do vice - presidente da República, Antonio Hamilton Martins Mourão, publicado no jornal o Estado de São Paulo, que a grande mídia não permitiu que houvesse muita repercussão.

Nas primeiras linhas coloca o seguinte "A esta altura está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos, já se tornou econômica; e por suas conseqüências pode vir a ser de segurança".

Segue com outro parágrafo, também grave na sua afirmação, " nenhum vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. Um estrago institucional que já vinha ocorrendo, mas agora atingiu as raias da insensatez, está levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos".

No primeiro, o vice - presidente, trata da polarização que está acontecendo no país, no meu ver desde janeiro de 2019. Aborda sobre o papel da imprensa, formadora de opinião, que precisa rever seus procedimentos nesta calamidade atual.

Segue explicando o que é claro, mas assim não é visto pela classe política, que o país não é uma Confederação de 26 Estados e um Distrito Federal, mas sim uma Federação. O que não foi entendido pelo Supremo Tribunal Federal, ao conceder autonomia aos Estados e Municípios nas ações de combate a pandemia. Com esta decisão foram usurpadas as prerrogativas do Poder Executivo, ou seja do governo federal.

No quarto ponto de seu artigo o vice - presidente é claro ao afirmar que " o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”, uma acusação leviana que, neste momento crítico, prejudica ainda mais o esforço do governo para enfrentar o desafio que se coloca ao Brasil naquela imensa região, que desconhecem e pela qual jamais fizeram algo de palpável."

Mostrou as impressões digitais desses e todos sabem quem são.

E vai mais além, a autonomia concedida pelo STF é " Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento social, a economia do País está paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real e as maiores quedas nas exportações brasileiras de janeiro a abril deste ano foram as da indústria de transformação, automobilística e aeronáutica, as que mais geram riqueza. Sem falar na catástrofe do desemprego que está no horizonte."
Ao afirmar que o que já está acontecendo no país pode-se perceber o que fatalmente se tornará uma questão de segurança a que se referiu. Haverá uma desordem social com as dezenas de milhões de desempregados.

Enquanto os demais poderes da União que deveriam ser harmônicos e independentes, o Judiciário e o Legislativo, se unem para manietar o Executivo e saquear o Tesouro Nacional.

A segunda matéria, foi a fala aos jornalistas do presidente Jair Bolsonaro, no último dia 14 de maio passado, ao fazer uma apelo aos governadores para que revejam a política do fechamento de empresas. "O Brasil está se tornando um país de pobres. Vai chegar um ponto que o caos vai se fazer presente aqui. Essa história de lockdown, de fechar tudo, não é esse o caminho, esse é o caminho do fracasso, de quebrar o Brasil”.

Uma afirmação, para mim até diplomática, que a política implementada com autonomia concedida vai quebrar o Brasil.

O país já foi quebrado! Isso foi feito pelos governos de Lula e Dilma.

O que vinha acontecendo desde janeiro de 2019, tendo antes algumas ações no governo Temer, foi a de recuperar o déficit público que estava levando o país a insolvência.

O que atualmente está acontecendo tem como objetivo em fazer o país ser uma terra arrasada. É clara a intenção de ampliar a situação de desemprego e de famintos. Enfim o caos!
Quanto mais o governo fala que se faça o retorno gradual da abertura do comércio, indústria e serviços, de forma criteriosa com condições de higiene indispensáveis, mais os governadores se voltam e ameaçam com fechamento total. Como são as ameaças do governador Dória, pretensamente candidato as eleições presidenciais de 2022.
Parece estar sendo estabelecido o gosto do poder total, seja por um governador ou prefeito. O determinar o que se pode ou não fazer, onde ir, enfim o controle absoluto sobre as pessoas. Fica claro que a contaminação está sendo usada e de forma violenta, para criar um estado geral desordenado com elementos para que surja a intervenção do demiurgo, que venha a "salvar o país", com isso a implantação do totalitarismo no Brasil.

No que conscientes ou inconscientemente fazem os meios de comunicações, os impressos com seus cadernos diários do coronavírus, como os noticiários televisivos e radiofônicos que tem espaços só dedicados ao vírus.

É com mórbida satisfação que anunciam o número de óbitos. Parecem que querem informar o "Saiba tudo sobre o coronavírus antes de morrer".

Essa overdose de informações faz com que a mesma mídia venha perdendo credibilidade. As pessoas não estão mais obedecendo as determinações estaduais e municipais. O isolamento social se tornou um aprisionamento e as pessoas estão se rebelando contra essas ordens, feitas por pessoas que pouco estão sabendo. Tanto que se vê que em espaço de 24 horas muitas determinações serem alteradas. Algo como tentativa e erro.

No artigo Curvas mostro com números claros para onde o país está sendo levado, o de terra arrasada.

Entretanto, se já estão cavalgando sobre o planeta os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, aqui no país os condutores para o caos estão se aproveitando disso.

Entretanto, existe um outro elemento que virá combater tudo isso.

As eleições seja no Brasil, como em outros países do mundo tiveram como grande influenciadora as redes sociais e os receptores das mensagens foram expostos a essa ação psicológica. Foi a inovação que levou muitos a serem eleitos, pois conquistaram corações e mentes.

Tanto que agora há um combate entre esses influenciadores, tanto de um lado como do outro, usando como armas na maioria das vezes as falsas notícias, conhecidas como fake news.

Agora o período do isolamento trouxe o benefício de fazer com que as pessoas tivessem a capacidade de ver melhor.

A primeira e principal constatação foi saber que as autoridades apenas sabiam que nada sabiam. A partir daí teve como seguimento de não aceitar mais passivamente as instruções. As pessoas saíram do aprisionamento imposto, a maioria consciente do que e como fazer.

Há os irresponsáveis, que sempre existirão. Para esses não há lockdow que funcione.

É muito claro, os que foram eleitos, seja para cargos nos Executivos ou Legislativos, federal, estaduais e municipais, que no momento da assinatura do Termo de Posse o seu único pensamento é trabalhar apenas para sua reeleição. Para tanto fazem mais do mesmo.

Para mim é certo que daqui para frente haverá mudanças nas relações de trabalho, de ensino e nas formas de agir das pessoas, entre outras.

Pode-se repetir como está no início da música do Lulu Santos, "COMO UMA ONDA " Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa, tudo sempre passará".

O que talvez os atuais dirigentes e muitos formadores de opinião a serviço do descalabro, não estão se dando conta disso.
A maioria não vai se reeleger. As pessoas estão se informando melhor e tendo opinião própria pelas mesmas redes sociais com que antes foram manipuladas.

É a rebelião dos manipulados contra os manipuladores de opinião

Não haverá mais "vaquinhas de presépio" sacudindo a cabeça concordando com tudo.

Está nascendo um novo mundo.

Escrito em 18 de maio de 2020



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