O novo normal

Estamos vivendo tempos de Pandemia, onde os condutores no combate a mesma estão totalmente confusos, emaranhados.

A grande mídia principalmente aqueles que se dedicam ao “jornalismo funerário” e que apreciam divulgar o número de mortes e de contaminados pelo Covid – 19, mostra que até este dia 23 de julho, tinha-se no RS 58.421 casos de pessoas contaminadas, tendo havido 1.456 óbitos (2,49%) e 46.040 pessoa que tiveram recuperação ( 78,8%) segundo dados oficiais.

Percentual alto de recuperações, não o ideal, esse seria a totalidade dos atingidos, mas os que morreram na maior parte tinha um histórico de outras doenças.

Nesta semana o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello anunciou que o convênio firmado entre a sua pasta e a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para uma pesquisa nacional sobre efeitos da pandemia, que tinha um custo de R$ 8 milhões mensais, fora cancelado.

Também neste dia 23 de julho em artigo no jornal Correio do Povo, o jornalista Guilherme Baumhardt em artigo que leva o título “Missão cumprida, página virada”, faz colocações muito interessantes.
Começando pela então pesquisa feita pela UFPel. De forma subliminar, coloca o seguinte: “De maneira bem simples e para facilitar a compreensão do leitor, é como se fossem cruzados o método estatístico similar a uma pesquisa eleitoral (das boas) e métricas de saúde. A primazia e o trabalho realizados pela UFPel foram reconhecidos no país”.

Pode-se ser entendido nas entrelinhas, no tocante as informações para a saúde foram reconhecidas. Mas, que poderia ter havido também dentro da pesquisa outra leitura, a eleitoral.

Com a declaração do Magnífico Reitor da universidade que o cancelamento do convênio era uma “decisão política”, demonstrando a sua contrariedade, neste mesmo artigo, o jornalista informa que a graduação do Reitor Senhor Pedro Hallal é em Educação Física e que tem mestrado e doutorado em Epidemiologia:

“Bem, de manifestações políticas, o magnânimo reitor parece entender. Há vídeos interessantes na rede. Em um deles, é possível ver um bate-papo dele com a ex-deputada comunista Manuela D´Ávila. Pelo visto, há ali algum grau de intimidade – Hallal se refere à ex-parlamentar como "Manu".

Além deste, há outro, de uma manifestação no ano passado, em que o reitor aparece no alto de um caminhão de som, tecendo críticas ao governo federal. Naquele momento, a postura lembra menos um reitor e mais um líder estudantil. Ao criticar o ministro da Educação da época, é ovacionado pela plateia, que empunha faixas e bandeiras, entre elas a do PT, principal partido de oposição ao atual governo federal.”
O Magnífico Reitor é docente no curso de graduação em Educação Física e nos programas de pós-graduação em Educação Física e Epidemiologia da UFPel.

O Reitor em junho passado declarou, que defendia Lockdow de 15 dias em todo o país.

Seria a falência econômica e financeira do país.

Num momento que já se estima que o Déficit Primário nas contas públicas para este ano será de R$ 800 bilhões (Receitas – Despesas), não sendo incluído neste cálculo o pagamento dos juros.

O rombo das contas públicas em 2020 ultrapassará facilmente R$ 1 trilhão de reais.

Em janeiro deste ano foi sancionada a Lei Orçamentária Anual que prevê R$ 409,6 bilhões para o pagamento de Juros e Encargos da Dívida Pública.

Assim, os Estados e Municípios sem terem tomadas as decisões corretas em março passado ao seguiram as decisões da hoje desacreditada Organização Mundial da Saúde, que os japoneses chamam de Organização Chinesa de Saúde, abandonaram o que estipulava o Ministério da Saúde.

Acabaram sem nenhuma clareza e sem ver o fim nas contaminações, apelam para ver se acertam e baixam decretos cada vez mais confusos.

O próprio prefeito de Porto Alegre reconhece a tensão da população e que não vê uma saída, e sem o consenso da cidade não será possível decretar o Lockdow.

Sabe que enfrentaria a total rejeição das classes empresariais, sindicais e da população em geral. Aconteceria o que se chama de Desobediência Civil. Algo que sabe não tem condições mínimas para enfrentar.

No tocante as estatísticas colocadas no início deste artigo, deveriam as autoridades municipais e estaduais acrescentarem diariamente também outras, tais como:

1 -O número de empresas fechadas pelas determinações oficiais, estaduais e municipais.

2 - Quantas dessas, por setor, tem condições de voltarem a funcionar?

3 - Quantos ficaram desempregados?

4 - Quantos, depois da pandemia, irão recuperar empregos?

5 - Como e quanto tempo levará a economia para se recuperar?

Mas, o que está vindo a público é que a cada dia mais autoridades estaduais e municipais, estão sendo investigadas, são feitas buscas e apreensões e prisões, dos que se aproveitaram dos decretos de calamidade pública para mais uma vez se locupletarem da corrupção que foi institucionalizada a partir de 2003.

Copiando esses que assaltam no atacado, as pessoas acharam que poderiam de forma fraudulenta se beneficiar do auxilio emergencial. Não contavam que basta um toque no programa de pagamentos para que tudo fique suspenso. Estão 1,3 milhão de CPFs suspensos.

Mas, para a primeira classe, são necessários, investigações e solicitação à Justiça para que o numerário possa ser bloqueado.

Tudo que se sabe é que a conta da recuperação e o pagamento desse brutal déficit vai recair sobre toda a população, esses que sobreviverem aos absolutistas confusos, prefeitos e governadores, outorgados pela decisão do STF.

No Ancien Régime francês, o sistema social e político aristocrático se tratava de um regime centralizado e absolutista onde o poder era concentrado nas mãos do rei.

Como sempre acontece cabe aos que fazem parte do Terceiro Estado pagar toda essa conta.

Falava-se nos pós pandemia que virá o Novo Normal, mas para mim é o Normal de Novo.

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