GERACÃO DE ENERGIA SOLAR

Aos poucos está se podendo vislumbrar o retorno gradual das atividades econômicas no país. As empresas sofreram um baque inimaginável pelo fechamento das suas atividades e que obrigou a tomarem medidas sérias inclusive com dispensas de seus funcionários e a redução dos valores pagos nos salários.

A volta das atividades vai implicar um controle extremamente rígidos nos custos das empresas. Entre esses sobre o uso da energia na produção industrial e também em outras atividades.

Afinal o Brasil é um dos países que tem a energia mais cara do mundo.

As razões deste fato estão, primeiro lugar, a alta carga tributária, e no caso do RS está na cobrança do ICMS na razão de 30% sobre o valor da energia fornecida. Esta alíquota se encerra em 31/12/2020 e retorna ao patamar de 25%. Mesmo assim, a reforma tributária elaborada pelo governo do Estado, alterará outras alíquotas para compensar a redução. Ao tributo estadual deve-se ser acrescentado a cobrança do PIS/COFINS, este tributo federal.

Em segundo lugar estão os subsídios, como os concedidos a famílias de baixa renda ou aos estados mais pobres do país.

Segue-se em terceiro lugar, a Taxa de Outorga, cujo objetivo declarado é de evitar que “aventureiros” entrem nas licitações. Na prática o valor cobrado vai para que os cofres públicos tenham mais uma receita que ajude a diminuir seus crônicos déficits. O valor é embutido nas tarifas, assim como os juros bancários sobre de empréstimos obtidos pelas geradoras.

Pode-se colocar como quarto ponto, que a demora nas licenças ambientais para a construção de novas hidrelétricas, seja grandes usinas ou pequenas hidrelétricas, podem levar até 10 anos não permitindo que o potencial hídrico venha suprir a demanda crescente. A demora na construção e da geração elevará o custo final da energia fornecida.

A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou, em março, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 232/2016 que institui um novo marco regulatório do setor elétrico. O projeto prevê em um prazo de 42 meses após a sanção da lei, todos os consumidores, independentemente da carga ou da tensão utilizada, poderão optar pelo mercado livre, decidir se privilegiam uma fonte de energia ou o preço, podendo modelar o contrato e o perfil de consumo, conforme suas necessidades. O projeto de lei ainda deverá ser aprovado pelo plenário do Senado e posteriormente ser submetido aos trâmites e votação da Câmara Federal, para posterior sanção presidencial.

Neste país, as boas intenções sempre existem, mas muitas vezes na prática não se mostram como foi previsto inicialmente. Há que se ver como ficará a redação final do projeto a ser sancionado.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra em seu site que, pela abundância de grandes cursos d’água, espalhados por quase todo o território brasileiro, a fonte hidrelétrica está no topo da matriz elétrica brasileira. Políticas públicas implementadas nos últimos anos, no entanto, têm feito aumentar a participação de outras fontes nessa matriz.

1. Hidráulica
2. Gás Natural
3. Petróleo
4. Carvão
5. Nuclear
6. Biomassa
7. Eólica
8. Solar
9. Geotérmica
10. Marítima
11. Biogás


Das citadas a energia das marés (Marítima) é considerada como a fonte renovável mais cara. Calcula-se em ser cerca de dez vezes mais elevada que as outras energias renováveis mais utilizadas, como a eólica e a solar.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o Brasil tem um potencial de geração de energia eólica estimado em cerca de 500 gigawatts (GM), o suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do país. Este número é mais de três vezes superior à produção de energia elétrica provinda de outras fontes, como a hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear.

A energia gerada com a força dos ventos ocupa o quarto lugar na matriz de geração de energia elétrica nacional.

São altas torres com pás de mais de 70 ms. Que podem produzir até 4,8 MW. Mas, cria um grande problema ambiental nos locais de suas instalações, pois este tipo de matriz energética, pode fazer com que haja ruídos e mortalidade de pássaros e morcegos.

A recomendação nacional e internacional é estabelecer parques fora do trajeto de rotas migratórias, o que, nem sempre é observado no Brasil.

A energia solar é aquela energia obtida pela luz do Sol que pode ser captada com painéis solares. É uma fonte de vida e de origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A energia solar chega ao planeta nas formas térmica e luminosa.

Sua irradiação na superfície da Terra é suficiente para atender milhares de vezes o consumo mundial de energia. Essa radiação, porém, não atinge de maneira uniforme toda a crosta terrestre. Depende da latitude, da estação do ano e de condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do ar.
A produção de eletricidade a partir da energia solar vem crescendo nos últimos anos, e tem ganhado projeção com o desenvolvimento da micro e da minigeração.

Tradicionalmente, o mais generalizado é o uso da energia solar para a obtenção de energia térmica. Esta aplicação destina-se a atender setores diversos, que vão da indústria ao residencial. Outra tendência é a utilização da energia solar para a obtenção conjunta de calor e eletricidade.

O Brasil é privilegiado em termos de radiação solar. O Nordeste brasileiro apresenta radiação comparável às melhores regiões do mundo nessa variável.

Segundo o Atlas Solarimétrico do Brasil que apresenta uma estimativa da radiação solar incidente no país, uma iniciativa da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco - CHESF, em parceria com o Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito - CRESESB; mais o Atlas de Irradiação Solar no Brasil, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia - INMET e pelo Laboratório de Energia Solar - LABSOLAR, da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.

No mapa colocado acima pode-se constatar que o Rio Grande do Sul tem uma insolação diária de 6 horas, não tão distante da insolação do Nordeste.

A energia solar é captada por painéis fotovoltaicos que servem, de acordo com o que se projeta, tanto para uma residência como para pequenas e médias empresas.

Como foi colocado no início deste artigo, o controle dos custos, entre estes o do consumo de energia terá que ser primordial para as empresas se reerguerem. Agora recebeu um estímulo para a energia solar.

O Eng. Angelo Salvagni da HCC Energia Solar Porto Alegre, informa que no dia 22 de julho passado, o governo brasileiro publicou Resolução da Camex, no Diário Oficial da União que diversos equipamentos de energia solar, em uma lista de bens de capital, terão impostos de importação zerados até o final de 2021.

A medida deve ajudar a impulsionar negócios em momento em que a desvalorização do real frente ao dólar aumenta custos de componentes para geração com a tecnologia, que depende principalmente de importações da China.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, adicionou à lista dos chamados "ex-tarifários" uma dezena de módulos fotovoltaicos para energia solar, além de inversores e outros acessórios, como componentes dos chamados "trackers", que permitem que os painéis de uma usina acompanhem o movimento do sol ao longo do dia para maximizar a produção.

Foram beneficiados modelos de módulos solares, incluindo monocristalinos e bifaciais, além de alguns tipos de inversores trifásicos para sistemas fotovoltaicos e componentes utilizados nos "trackers", como unidades de controle.

Também foram isentas do imposto de importação bombas para líquidos usadas em sistemas de irrigação movidos com energia solar, segundo as resoluções da Camex.

A inclusão dos novos itens à lista de produtos isentos de tarifa na condição de ex-tarifários, começou a valer a partir de 1° de agosto.

Para o engenheiro Salvagni é mais uma janela de estímulo para apoiar a redução de custos nas iniciativas de utilização da energia solar. O estímulo fiscal tem prazo determinado para sua utilização, e este é 31/12/2021.

De todas as formas de fornecimento de energia, a recebida pelos painéis solares, é a que mais permite para uma empresa ter o controle do uso sobre a mesma. A colocação dos painéis sempre será adequada ao tamanho da necessidade.

Instalações de geração solar têm crescido rapidamente no Brasil nos últimos anos e já respondem por cerca de 3 gigawatts em potência instalada, se consideradas grandes usinas.

Ainda assim, essa fonte representa atualmente pouco menos de 2% da capacidade em operação no país, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com enorme potencial de expansão nas próximas décadas.

Mais Publicações

Últimas